sexta-feira, 31 de maio de 2013

Curitiba Gastronomia - Churrascaria Badida

Tradicional churrascaria de alto padrão de Curitiba, o Badida já está presente há mais de 25 anos em área nobre da cidade.Localiza-se agora na Avenida Sete de Setembro, 6045, no bairro do Seminário. 

AMBIENTE: Muito sofisticado, o que se torna até incomum em se tratando de churrascarias em Curitiba. Esse fato, a torna praticamente sem concorrentes - em termos de ambiente - na cidade, a não ser pelo Madero Prime Steakhouse. O ambiente é agradável, contemporâneo, com muita classe, porém sem cair no exagero jeca tão comum em Curitiba. Um diferencial interessante são as salas para eventos privados separadas do salão principal por portas de vidro, mas que podem ser totalmente abertas para se integrarem com o restante do restaurante durante os horários mais movimentados.

ATENDIMENTO: Além do ambiente, certamente o atendimento é o maior diferencial do Badida. Alguns minutos após o pedido feito, vem o churrasqueiro especialmente para falar com cada um dos clientes para se certificar do ponto correto da carne. Um cuidado bem vindo que mostra interesse e preocupação tanto com o cliente como com a qualidade do que setrá servido. Além disso, há o serviço de normal de garçons que está no mesmo padrão exigido para um restaurante desse nível.

COMIDA: Ótima. O atendimento começa com o tradicional couvert - muito bom, com destaque para a beringela - além de linguiça de aperitivo. Para quem não conhece, vai aqui um lembrete de que o Badida é uma churrascaria à la carte e não rodízio. Na hora de escolher a carne, as opções são todas de cortes nobres. A qualidade da carne é indiscutível e as porções são muito bem servidas, sendo totalmente suficiente para duas pessoas. Além das carnes, há uma grande oferta de acompanhamentos que podem ser combinados com o que foi pedido. Evidentemente que, como são muitas as variedades ofertadas, ninguém vai experimentar todas, mas qualquer das opções escolhidas será totalmente satisfatória. Existem também algumas opções de sobremesa. Desaconselho o petit gateau, mas indico o sorvete com calda de chocolate quente.

PREÇO: A média é de R$ 80,00 por pessoa, sem incluir bebida alcóolica. Dá para considerar dentro da normalidade para um restaurante desse nível.
Classificação final:

Ambiente:       * * * * *
Atendimento:  * * * * *
Comida:         * * * * *
Preço:            * * *

Entenda a classificação:

Ótimo      =  * * * * * 
Bom         =  * * * *
Regular    =  * * *     
Ruim       =  * *       
Horrível   =  *           

Conclusão: Ótima pedida para quem gosta de churrasco e ambiente sofisticado. Certamente uma das melhores carnes da cidade. Só perde para o Tierra Del Fuego, com sua carne argentina. Nos finais de semana chegue cedo ou então com uma grande dose de paciência, pois a espera vai ser grande.

Obs. Analisei como um mero consumidor e não como crítico profissional ou especialista gastronômico, pois não é meu caso. Maiores detalhes aqui.

segunda-feira, 27 de maio de 2013

UFC 160 Velasquez vs Silva

Sábado passado ocorreu o UFC 160, com disputa de título dos pesados entre o campeão Cain Velasquez e o brasileiro Antonio Silva, o Pezão. O evento contou com 12 lutas, mas vou falar de apenas 3 delas, justamente as principais da noite e que tiveram brasileiros envolvidos.

A 10ª luta foi entre o brasileiro Glover Teixeira e o neozelandês James Te Huna, que substituiu Ryan Bader devido a uma lesão. A categoria dos meio-pesados é muito competitiva e dominada atualmente pelo campeão Jon Jones. Glover é um lutador extremamente talentoso e agressivo, que precisava da vitória para continuar sua escalada em direção à uma possível luta pelo título. Do outro lado, James Te Huna que, embora estivesse substituindo Ryan Bader, é ótimo lutador e vinha de uma sequência de 4 vitórias. O combate foi rápido, durando apenas 2 min e 38 seg. Glover Teixeira e Te Huna começaram o 1º round se estudando e trocando alguns golpes. Após curto período em pé, Glover derrubou Te Huna, o dominando no solo. Te Huna ainda tentou se colocar em pé novamente, mas nesse momento deixou o pescoço exposto. Glover não perdoou. Encaixando uma guilhotina justa e levando Te Huna novamente ao solo onde só precisou esperar pela desistência de seu oponente.

Glover Teixeira com a guilhotina encaixada em James Te Huna

Grande vitória de Glover Teixeira que tem um cartel impressionante com 23 lutas, sendo 21 vitórias e apenas 2 derrotas e está em 4º no ranking da categoria. Por falar em derrota, sua última foi em março de 2005, ou seja, há mais 8 anos. Acredito que com mais uma vitória entre os Top 5 da categoria, ele se credencia a disputar o título. 

O fato curioso que ocorreu logo após o término do combate foi que Mike Tyson subiu ao octógono para cumprimentar Glover pessoalmente por sua vitória.

Glover é cumprimentado por Mike Tyson após sua vitória

A 11ªe penúltima luta foi a aguardada volta de Junior Cigano ao octógono. A princípio, Cigano enfrentaria Alistair Overeem, que mais uma vez amarelou e alegou lesão para não enfrentá-lo. Assim, o substituto de Overeem na luta contra Cigano foi o neozelandês Mark Hunt, que havia vencido com um nocaute brutal o gigante holandês Stefan Struve e vinha de 4 vitórias em sequência no UFC. Mark Hunt é um lutador duríssimo que já passou por organizações como K-1, onde foi campeão e Pride, antes do UFC. Seu cartel combinado no K-1 e no MMA é de 60 lutas e 39 vitórias, sendo derrotado por nocaute em apenas 4 oportunidades. Além do queixo duríssimo, Hunt tem uma marreta nas mãos. Prova disso é que quando nocauteou Stefan Struve, seu soco quebrou o maxilar de seu oponente. 

Esperava-se uma luta muito dura para Cigano e foi o que ocorreu, apesar de ter dominado as ações durante todo tempo. No 1º round, tanto Cigano como Hunt, optaram pela luta em pé, com violentas trocas de socos entre os dois. Em um desses momentos, Cigano acertou um cruzado de direita tão violento em Hunt, que o fez cair e rolar na lona. Mas, como Hunt tem uma capacidade espetacular de absorção de golpes, conseguiu levantar e continuar no combate. No 2º round, Cigano continuou dominante, mas Hunt conseguiu conectar alguns bons golpes que teriam derrubado qualquer outro lutador. Inteligentemente, Cigano derrubou Hunt e o manteve por baixo enquanto aplicava o ground and pound. No 3º round, mais luta em pé, com Hunt já cansado, mas com golpes ainda muito potentes. Cigano contra-atacava com golpes contra o corpo e jabs certeiros que foram minando e arrebentando Hunt. Quando parecia que a luta se encaminharia para a decisão dos juízes laterais, Cigano, faltando menos de 1 min de luta, acertou um chute rodado na cabeça de Hunt que o fez despencar. Ainda deu tempo de encaixar mais 2 socos certeiros antes que o árbitro interrompesse o combate. Grande retorno de Cigano que ficaria aguardando o resultado da luta que viria na sequência entre Cain Velasquez e Pezão.

Cigano e o chute que praticamente nocauteou Mark Hunt

No combate mais esperado do evento, a disputa de título dos pesados. Cain Velasquez havia recuperado o título contra Cigano e Pezão vinha de nocaute sensacional contra Alistair Overeem. Essa foi a 2ª vez que Pezão e Velasquez se encontraram. Na 1ª, ano passado, Velasquez destruiu Pezão no ground and pound. Sábado, era esperado um combate diferente, com Pezão mais cuidadoso e oferecendo mais perigo a Velasquez. Pezão até tentou. Conseguiu escapar de uma tentativa de queda logo no começo do 1º round e tentou se movimentar mais. Mas foi só. Na 1ª oportunidade que surgiu, Velasquez acertou dois golpes de encontro, de esquerda e direita e derrubou Perzão, que tomou mais uns 15 golpes seguidos antes que o árbitro interrompesse o combate. Pezão ainda reclamou com Mario Yamazaki e disse que poderia ter continuado a luta, mas o fato é que ele estava apenas apanhando sem oferecer nenhuma reistência ou tentativa de defesa. Estava entregue. Durou pouco mais de 1 minuto de luta o sonho de título de Pezão.

Cain Velasquez desfere um dos vários golpes que determinaram a derrota de Pezão

Algumas considerações:

1 - Quando Cigano perdeu para Velasquez, um monte de idiotas que não entendem nada do assunto o chamaram de queixo-de-vidro para baixo. Pura besteira. Tanto naquela ocasião (apanhando um monte de Velasquez, mas sem ser nocauteado), como nesse evento (absorvendo vários golpes de Hunt), ele provou ser dono de um dos queixos mais duros do UFC. Cigano, Mark Hunt e Roy Nelson tem a melhor capacidade de absover golpes e as mãos mais pesadas da organização.

2 - Apenas para fazer uma comparação, Cain Velasquez venceu Minotauro por nocaute em 2010. Ninguém em sã consciência pode alegar que Minotauro, que possui um cartel com 43 lutas, com 34 vitórias e apenas 2 derrotas por nocaute (1 para Velasquez e 1 para Frank Mir), tem queixo-de-vidro. Mesmo derrotanto Minotauro, que havia sido nocauteado apenas 1 vez antes, não conseguiu nocautear Cigano.

3 - Logo no 1º round da luta entre Cigano e Mark Hunt, ele acertou uma marretada que fez Hunt cair e rolar pelo chão. Se fosse qualquer outro (tirando provavelmente Roy Nelson), teria ficado ali mesmo. Inclusive Cain Velasquez. 

4 - Após as vitórias de Cigano e Velasquez, li vários bobalhões falando que Cigano enfrentou um gordo imprestável (absurdo, já que Hunt bate muito mais forte e assimila muito melhor os golpes que Velasquez) e que, se lutar assim contra Velasquez, vai ser novamente humilhado. Errado. Naquela luta, Cigano estava irreconhecível. Se lutar como lutou contra Hunt e acertar os golpes que acertou em Hunt, vai nocautear Velasquez novamente.

Em relação aos meus palpites da semana passada, acertei os resultados, mas errei em como esses resultados aconteceriam. Apostei em vitória por nocaute de Glover Teixeira. Venceu por finalização. Marquei que Cigano levaria por pontos. Foi por nocaute. Afirmei também que Pezão seria derrotado por Cain Velasquez no ground and pound. Foi nocauteado.

Dana White já confirmou 3ª luta entre Cain Velasquez e Cigano pelo título dos pesados. Velasquez é mais completo e mais versátil que Cigano, mas Cigano bate muito mais forte e aguenta muito mais porrada que Velasquez, além de defender muito bem as tentativas de queda (esqueçam as lutas anteriores entre os dois. Na 1ª, Velasquez estava há muito tempo parado. Na 2ª, Cigano irreconhecível e cheio de problemas de trinamento e psicológicos. Essa 3ª é que vai mostrar a realidade). Aposto no brasileiro. Sem patriotada.

quinta-feira, 23 de maio de 2013

Ataque em Londres

Dois links para a mesma notícia, aqui e aqui. As duas são sobre os ataques ocorridos em Londres e se complementam.

Resumo, para quem não sabe: ontem, 22 de maio de 2013, dois homens armados com facas e cutelos atacaram e assassinaram uma pessoa e deixaram mais duas feridas em Londres. A vítima fatal, ao que tudo indica, era militar, tinha 20 anos e foi, primeiramente atropelado pela dupla de marginais, para depois ser cortado em uma tentativa de decapitação. As outras vítimas do ataque não morreram. A dupla de agressores, segundo as informações até agora divulgadas, eram nascidas na Inglaterra de pais nigerianos. Ainda, segundo as informações, ambos eram cristãos, mas que haviam se convertido ao islamismo e seus atos seriam uma resposta em relação ao que acontece no Iraque, Afeganistão e Somália. Ao atacarem suas vítimas, os agressores gritavam "Allahu Akbar", que significa Deus é grande, em árabe.

Algumas considerações:

1 - O primeiro-ministro bobalhão inglês David Cameron, imediatamente considerou o ataque como um ato terrorista. Fez bem. Seu amiguinho americano Obama relutou alguns dias em classificar como terrorista o atentado em Boston.

2 - Mas, para não fugir ao modelo "uma no cravo e outra na ferradura", Cameron saiu com essa pérola logo na sequência: "esse não foi só um ataque contra a Grã-Bretanha e o estilo de vida britânico, foi também uma traição ao islamismo e às comunidades muçulmanas que dão tanto ao nosso país". "Não há nada no islamismo que justifique esse ato verdadeiramente pavoroso". Ele só pode estar de brincadeira. Praticamente todos os atos terroristas são cometidos em nome do islã. Ou não? A não ser, evidentemente, os que ocorrem aqui no bananão. Aqui são cometidos pelo MST e assemelhados. A própria redação da matéria (no Terra), como praticamente de toda a imprensa nacional, alivia ao tratar dos atentados terroristas e seus executores, os chamados sempre de "militantes" e nunca por seus nomes corretos. Por aqui, os terroristas e guerrilheiros de outrora e politicos de hoje são também chamados de militantes.

3 - A Inglaterra é um dos países do mundo com a legislação mais dura e restritiva em relação ao acesso da população à armas. Só é permitido ao cidadão inglês possuir - não portar - armas com calibre máximo .22. Desde que foi implantada essa legislação (em 97, se não me engano), a criminalidade só fez aumentar e crimes como arrombamentos se tornaram muito comuns. Nesse atentado foram usadas armas brancas para se atacar pessoas inocentes. Será que vem aí uma legislação proibindo a fabricação, comércio e posse de facões ou cutelos? É uma bobagem sem tamanho mesmo. Esse ataque só prova (mais uma vez), que é a pessoa que comete o crime e não o meio utilizado. 

Como dizem os americanos: "armas não matam pessoas, pessoas matam pessoas".


segunda-feira, 20 de maio de 2013

UFC No Combate (On Fox 8) Belfort vs Rockhold

Ao contrário do que poderia esperar, o evento do UFC em Jaraguá do Sul/SC foi excelente. Das 13 lutas programadas, (todas com brasileiros - 10 entre brasileiros e estrangeiros e 3 entre brasileiros apenas), em apenas uma delas não houve vitória brasileira (Hacran Dias vs. Nik Lentz). Das outras 12 restantes, farei um breve relato de 7 delas.

A 1º luta da noite já mostrou que o evento seria bom e que valeria a pena ficar assistindo. Pelos leves, o brasileiro Lucas Martins, o "Lucas Mineiro", enfrentou o americano Jeremy Larsen e travou com esse uma batalha dura. O 1º round foi bastante equilibrado, com ambos os lutadores alternando bons momentos. O brasileiro, porém, se expunha muito e acabava levando contra-golpes poderosos de seu oponente que o desequilibravam. O combate seguiu assim até o final do round. No 2º round, o americano começou a ganhar terreno e dominar o combate, conseguindo aplicar alguns knockdowns em Mineiro. Na volta para o último assalto, parecia que a coisa iria se repetir, mas Lucas Mineiro acertou um direto de direita de encontro contra o rosto de Larsen que despencou. Nocaute sensacional "achado" por Mineiro que precisa ser mais cauteloso durante o combate. Se expôs demais e, mesmo absorvendo bem os golpes, quase caiu várias vezes.

Mineiro acerta chute lateral em Larsen

Na categoria mosca, o brasileiro John Lineker (isso mesmo, brasileiro com esse nome), justificou plenamente seu apelido de mãos-de-pedra e dominou totalmente seu oponente, o russo Azamat Gashimov, inclusive aplicando um knockdown que o fez cair longe. No 2º round, Liniker voltou mais focado e liquidou de vez a fatura, dando uma verdadeira surra em Gashimov enquanto o árbitro não interrompeu o combate. Vitória sensacional desse bom lutador. O mais legal aqui é que é muito raro ver um lutador com pegada tão forte em uma categoria leve como essa. Se continuar assim por mais algumas lutas, Lineker terá todas as condições de disputar o título, hoje nas mãos do americano Demetrious Johnson.

O brasileiro Lineker "amassa a lata" de Gashimov

No 5º combate da noite, Yuri Alcantara "Marajó", enfrentou o compatriota Iliarde Santos pelos galos e não deu nenhuma chance para Iliarde, o nocauteando na metade do 1º round. Iliarde não teve chance de fazer absolutamente nada na luta, sendo dominado e logo depois nocautedado por Marajó. Marajó atropelou Iliarde desde o 1º segundo, e era apenas uma questão de tempo até que ganhasse a luta. Vitória maiúscula de Marajó. Iliarde parece que já entrou derrotado no octógono, sendo incapaz de fazer qualquer coisa.

Marajó vai encurralando Iliarde Santos

Na 7º luta, vitória sensacional de Gleison Tibau em cima do americano John Cholish. A luta já começou boa para Tibau que dominou totalmente o 1º round, aplicando várias quedas em Cholish. Na volta para o 2º round, Tibau partiu com tudo para cima de Cholish, conseguindo aplicar uma boa sequência, o que abriu caminho para que conseguisse encaixar uma guilhotina perfeita no americano. Grande conquista de Tibau que esbanjou técnica e mostrou como se luta jiu jitsu.

Cholish (esq.) e Tibau se estudam durante o combate

Logo na sequência, outra grande luta com uma grande vitória brasileira. Dessa vez foi Francisco Trinaldo, o Massaranduba quem mostrou como se faz. Apesar de ter começado o combate meio displicente, chegando a ser derrubado pelo americano Mike Rio, Massarabduba se recuperou de maneira fantástica e, após aplicar uma queda em Rio, encaixou um sensacional katagatame com apenas meia guarda passada, algo que não é muito comum de se ver. Grande apresentação de Massaranduba que precisou de 3 minutos para bater o americano.

Mike Rio (esq.) e Francisco "Massaranduba" Trinaldo


No 12º e penúltimo cobate programado, a aguardada estréia de Ronaldo Souza, o Jacaré, pelos pesos médios. Jacaré é um grande lutador, faixa preta de judo e jiu jitsu, tendo sido campeão mundial de jj 5 vezes. Seu adversário era o americano Chris Camozzi. Jacaré não tomou conhecimento de Camozzi, partindo para cima e o derrubando em seguida. Uma vez no chão, Jacaré fez o que quis com Camozzi, o finalizando - e apagando - com um katagatame aos 3:37 do 1º round. Grande estréia desse ótimo lutador que tem tudo para ser um dos melhores da categoria. Jacaré é considerado o herdeiro de Anderson Silva. Provavelmente não haverá um combate entre eles, pois são da mesma equipe. Sendo assim, Jacaré só terá chance de disputar o cinturão quando Anderson já não for mais o campeão.

Jacaré apertando o katagatame em Chris Camozzi

Mas o melhor estava guardado para o final. Em uma das melhores lutas do ano, Vitor Belfort enfrentou o badalado campeão do extinto Strikeforce Luke Rockhold e mostrou porque é o Fenômeno. Não dando chances para seu adversário e o encurralando desde o início, já dava para perceber o que viria. Logo nos primeiros movimentos do combate, Rockhold foi tentar acertar um chute em Vitor, se desequilibrou e acabou se estatelando no chão. Mau presságio para o americano. Vitor continuou pressionando e Rockhold não se achando no combate. Até que Vitor aplicou um spinning back kick (chute rodado) simplesmente maravilhoso na cabeça de Rockhold e o jogou longe. Foi um dos nocautes mais impressionantes e belos que já vi na vida. Indescritível. Ainda deu tempo de Vitor acertar mais uns 5 ou 6 golpes certeiros na cabeça do americano antes que o árbitro interrompesse o combate. Fenomenal. Vitor calou a boca de um monte de gente, inclusive de "especialistas" americanos que o davam como azarão. Além do mais, Vitor humilhou Rockhold, que, antes da luta, falou um monte de asneiras sobre ele. Espetacular!

Belfort e o chute-rodado que definiu o combate
 

Semana que vem tem o muito aguardado UFC 160, com 3 lutas que interessam muito os brasileiros: Pezão enfrenta novamente Cain Velasquez, desta vez pelo título dos pesados, Junior Cigano encara, se tudo der certo, Mark Hunt (se Hunt não conseguir o visto de entrada nos EUA, provavelmente será substituído por Roy Nelson) e ainda Glover Teixeira que terá pela frente James Te Huna. Para não me acusarem de comentar resultados, aqui vão meus palpites: Glover vence Te Huna por nocaute, Cigano vence Hunt ou Nelson por pontos e Pezão perde para Velasquez no ground and pound. Vamos ver. Da última vez errei feio meu palpite em relação à Pezão (contra Overeem). Tomara que erre novamente.

Próxima semana volto para comentar.
    


sexta-feira, 17 de maio de 2013

Curitiba Gastronomia - Madero Burger and Grill

O restaurante de hoje é o Madero Burger and Grill. O chef Junior Durski, depois do excelente restaurante Durski (inaugurado em 2000), abriu, no Largo da Ordem, o Restaurante Madero em 2005. Com a pretensão de ser o melhor hamburger do mundo, o Madero foi ganhando notoriedade até que em 2010 passou a se chamar Madero Prime Steakhouse, para posicionar-se em relação às unidades Madero Burger and Grill e Madero Express. Além disso, Junior Durski, de maneira inteligentíssima, inaugurou, durante a temporada de praia 2013, o Madero Burger Truck, um furgão culinário que é um verdadeiro restaurante sobre rodas - bem ao estilo daqueles americanos -  que ficou estacionado na praia de Guaratuba-PR para levar seus hamburgeres às pessoas durante o período de férias. Genial.

Mas hoje o assunto é o Madero Burger and Grill, que já possui várias unidades em Curitiba e também em outras localidades, inclusive outros estados.

AMBIENTE: Ótimo. Não tem o perfil mais sofisticado do Madero Prime Steakhouse, mas é muito bonito e agrada bastante. Sua decoração é bem contemporânea e foge totalmente do estilo lanchonete/fast food. O Madero é um restaurante que tem como especialidade o sanduíche, mas que também serve outros tipos de pratos.

ATENDIMENTO: Dentro do mínimo esperado e exigido para um restaurante desse padrão. É bom. Não se destaca, porém não compromete.

COMIDA:  Ótima. O que se verifica facilmente é que a qualidade dos materiais empregados na composição dos pratos é realmente de qualidade superior. Fica visível que existe um processo bem cuidadoso em sua elaboração. No cardápio diz que o hamburger é 100% carne. Gostaria de saber como é dada a liga para que a carne não se desmanche ao ser assada. Evidentemente esse é um segredo do chef Junior Durski que nunca será revelado. A carne como já mencionado é de excelente qualidade. O fato de ser assada na churrasqueira faz toda a diferença e empresta um delicioso sabor de churrasco ao hamburger.
Normalmente como o Cheeseburger Super (3 hamburgeres), mas talvez as opções com 1 ou no máximo 2 hamburgeres sejam as mais indicadas por deixarem o sanduíche mais equilibrado. Equilíbrio. Essa é a palavra-chave no Madero. Apesar de agora existir uma opção de pão mais macio (de leite, chamado estilo New York), sugiro o pão tradicional bem crocante, assado de hora em hora. Como o hamburger é assado e não frito, ele fica extremamente suculento, o que em um pão mais macio, poderia vir a encharcá-lo com a própria suculência da carne. Outra coisa importante aqui é a montagem do sanduíche. Pode parecer besteira ou excesso de preciosismo atentar para esse tipo de detalhe, mas não é, pois a montagem incorreta dos ingredientes pode desequilibrar o prato. Aqui, observa-se que a montagem está correta, com os componentes sendo adicionados na sequência lógica para o equilíbrio do sanduíche. Perfeito.  As batatas fritas que acompanham o sanduíche são ótimas, bem sequinhas, crocantes e saborosas, só acho que poderiam vir em quantidade um pouco maior. Para sobremesa, a opção mais popular é o famoso petit gateau de doce de leite com calda de frutas vermelhas e sorvete. Vamos por partes aqui. Separadamente os componentes são muito bons. O petit gâteau é bom e bem feito e a calda é muito saborosa. Para mim, porém, a combinação não funcionou muito bem. Achei que os sabores não se harmonizaram adequadamente, brigando entre si, o que tornou o prato pouco harmônico. O sorvete, que é anunciado como artesanal, para mim não tem nenhuma diferença para esses de pote que achamos em qualquer supermercado.  

PREÇO: Se levarmos em conta apenas o valor cobrado pelo sanduíche, diria que é muito justo, pois cheeseburger com apenas 1 (cheeseburger junior) custa praticamente o mesmo que um combo do Burger King. Válido, portanto. O problema é a sobremesa que onera demais a conta. Acho todas com preço abusivo, mas o petit gâteau se supera. Não vale. Só para você ter uma idéia, minha esposa e eu, gastamos, sem entrada e sem bebida alcóolica, apenas o prato, sobremesa e refrigerante, aproximadamente R$ 100,00 os dois. Meio caro por conta da sobremesa. Só com os sanduíches, a conta ficaria pela metade.

Classificação final:

Ambiente:       * * * * * 
Atendimento:  * * * *    
Comida:          * * * *   
Preço:             * * * *   

Entenda a classificação:

ótimo   =  * * * * *
bom     =  * * * *
regular =  * * *
ruim     =  * *
horrível =  *

Conclusão: Se você realmente gosta de sanduíches, vale a pedida. Só não vale o petit gâteau.

Obs. Analisei como um mero consumidor e não como crítico profissional ou especialista gastronômico, pois não é meu caso. Maiores detalhes aqui

quinta-feira, 16 de maio de 2013

Somos Tão Jovens - Análise

Conforme falei ontem, hoje faço alguns rápidos comentários sobre o filme Somos Tão Jovens, do diretor Antonio Carlos da Fontoura.

Como todos já sabem, o filme é sobre Renato Russo, do Legião Urbana. Ao contrário do que muitos podem imaginar, aqui não se trata de uma cinebiografia abrangente de Renato Russo e do Legião Urbana, mas retrata um espaço de tempo bem definido entre seu despertar para a música, digamos assim, e o início da banda. O filme começa com Renato (Thiago Mendonça) sofrendo um acidente de bicicleta. Tal acidente o obriga a se submeter a uma cirurgia, o que se revela necessário, pois Renato, que na época ainda era Renato Manfredini, sofria de uma doença óssea rara, a epifisiólise, que o deixou "de molho", por um longo período. Durante esse tempo, Renato passa a se interessar ainda mais por rock. Toda sua recuperação bem como trajetória durante esse lapso temporal são acompanhados de perto por sua amiga Aninha (Laila Zaid). Sua perspectiva muda totalmente quando, depois de curado, tem contato com o punk rock, que dominava a cena inglesa da época. Aqui começa sua transformação de professor de inglês nerd para rockeiro punk. Ele aprende a tocar, se junta com alguns amigos e forma sua 1ª banda, o Aborto Elétrico, que era uma banda 100% punk. É correto se dizer que o Aborto Elétrico foi a gênese do Legião Urbana. Outras bandas da cena rocker de Brasilia também são rapidamente mostradas, como o Plebe Rude e, posteriormente, o Capital Inicial. Em busca de sua própria identidade pessoal e artística, Renato Russo parte do Aborto Elétrico para a carreira solo e mais tarde para a formação do Legião Urbana.

Resumidamente é isso.

O filme, apesar de algumas falhas, é muito bom. Acredito que muitas pessoas vão se lembrar daqueles tempos, da sua adolescência e juventude. Outros vão gostar de saber um pouco mais sobre o ídolo. Mas não é um filme apenas para fãs. As críticas na imprensa especializada são bem positivas no geral, mas praticamente todas apontam como falha grave a falta de ousadia e superficialidade. 

Isso se deve ao fato do tema sexualidade ou homossexualidade de Renato Russo não ser explorado profundamente no decorrer do filme. Pergunto, que diferença faz? A homossexualidade de Renato Russo é deixada bem clara, inclusive por ele, em algumas sequências. O que esperavam tais críticos? Cenas explícitas? Para que? Sua sexualidade é tratada de maneira sutil e não é, em momento algum, tema central. Não há porque misturar as coisas. O foco é o artista. O fato de ter sido gay não faz a mínima diferença.

Agora, outras críticas podem e devem ser feitas. O elenco. Com as exceções de Thiago Mendonça, que, apesar de não ser fisicamente parecido, encarnou brilhantemente Renato Russo, sem exageros e sem se tornar caricato e Laila Zaid, que interpretou muito bem a personagem Aninha, os outros atores tiveram atuações horrorosas. Muito ruins, mesmo se tratando de cinema nacional.

Aninha é uma personagem fictícia, sendo uma amálgama de várias amigas que Renato Russo teve ao longo de sua vida. Por falar em personagens, outro ponto fraco, é a maneira como alguns deles aparecem e somem sem maiores explicações e sem deixar claro sua importância. O ponto mais baixo em relação às personagens são os pais de Renato Russo, extremamente caricatos e que poderiam ter sido retirados de um subúrbio de novela para serem colocados ali.

Outro aspecto negativo é que a narrativa da ação transcorre de maneira episódica, em várias épocas diferentes e há um salto entre elas que nem sempre fica muito claro, tornando assim o filme carente de coesão.

Como parte do período em que se passa o filme ocorre durante a ditadura militar, o diretor não poderia deixar de traçar um retrato igualmente caricato e forçado dos militares. A música, mais precisamente o punk, era uma maneira de se rebelar e se expressar contra a repressão. Uma bobagem (nessa época a repressão de verdade já havia parado), que o próprio filme demonstra, deixando claro que os "rebeldes" não passavam de um bando de filhinhos-de-papai, que só eram rebeldes porque a condição que o pai "reacionário" lhes proporcionava assim o permitia, não tendo preocupações tipicamente pequeno-burguesas como trabalhar, pagar contas, etc.

Apesar dos deslizes apontados acima é um filme muito interessante e que merece ser visto sem resevas ou preconceitos, chegando a ser até emocionante em alguns momentos, sem apelar para a pieguice ou sentimentalismo barato.

Pode assistir sem medo, sendo ou não fã.

quarta-feira, 15 de maio de 2013

Semana Difícil

Essa semana está muito corrida para mim devido aos compromissos profissionais, então hoje não consegui publicar nada.

Volto amanhã com Renato Russo. Aguardem!

terça-feira, 14 de maio de 2013

Chris Hadfield

Apresento Chris Hadfield. Para quem não conhece ele é um astronauta canadense e membro de uma equipe que estava até ontem na ISS (Estação Espacial Internacional).

Essa história de astronauta e coisas espaciais é uma chatice e ninguém mais liga para isso há décadas, certo? Certo. Mas conforme diz esse artigo, o comandante Hadfield, com alguns videos bem simples conseguiu chamar a atenção de milhões de pessoas. Sem brincadeira. Seus videos no youtube já foram acessados milhões de vezes. Na maioria das vezes são mostradas situações cotidianas que não mereceriam mais do que 5 seg. de atenção, mas como é no espaço, então as pessoas prestam atenção no que acontece.

Seu 1º video tem apenas 34 seg. e mostra seu Omega Speedmaster X-33 flutuando em seu pulso.

Seu vídeo mais legal, no entanto, é um em que ele interpreta (com algumas alterações) a música Space Oddity de David Bowie. Assistam aqui que vale a pena:

Muito legal hein? Perceberam que já foi visto por quase 7.000.000 (sete milhões) de pessoas?

Apenas para comparação, coloco aqui a versão de David Bowie de Space Oddity. Escolhi a versão de Scary Monsters de 1980, ao invés da original de 69, pois essa já postei aqui anteriormente. Divirtam-se

  

sexta-feira, 10 de maio de 2013

Curitiba Gastronomia - Alfredo's Gallery



Hoje é sexta-feira, dia de falar de restaurante. Hoje o restaurante é o Afredo’s Gallery Alla Scrofa, aberto ao público em 20/11/12. 

Esse restaurante tem gerado alguma confusão, pois alguns entendem se tratar do Alfredo di Roma, restaurante que, aliás, nem existe com esse nome. O caso é que o Alfredo’s Gallery, aqui de Curitiba, é uma franquia do restaurante Alfredo Alla Scrofa, localizado na Via Alla Scrofa em Roma, lar do famoso fettuccine Alfredo desde 1908. 

Aconteceu que Alfredo Di Lelio passou o restaurante para seu filho Armando (Alfredo II) em 1943. Em 1946 o restaurante foi vendido a dois garçons com direito ao uso do nome, instalações, fotos etc. 

Em 1950 Alfredo Di Lelio resolveu voltar ao ramo juntamente com seu filho Armando e abriram então o Il Vero Alfredo na Piazza Augusto Imperatore, também em Roma, onde se encontra até hoje sob o comando de seu neto Alfredo III. Esse restaurante, o Il Vero Alfredo, tem uma única unidade no Brasil, que fica em Salvador.

Mas isso tudo é história. Vamos à avaliação.

AMBIENTE: Como é de se esperar em um restaurante desse nível, é agradável sofisticado e muito bem decorado, adotando um estilo bem contemporâneo. A decoração fica a cargo de fotos de artistas famosos que passaram pelo original italiano, como Douglas Fairbanks, Mary Pickford, Tony Curtis, Audrey Hepburn, Sofia Loren, Clark Gable, Greta Garbo entre outros.

ATENDIMENTO: Excelente. Toda a equipe muito bem treinada. Explicam bem o funcionamento e sequência dos pratos. Para quem pedir o famoso fettuccine Alfredo, esse é finalizado em frente ao cliente, com o garçom responsável contando a história sobre o surgimento do prato.

COMIDA: Aqui já faço um alerta. As opções do cardápio são bem poucas e as porções são extremamente reduzidas. O correto é seguir a sequência de antipasto, primeiro prato, segundo prato e sobremesa, caso contrário você vai passar fome. Não pedi o antipasto. O primeiro prato é normalmente um prato de massa ou risoto, aqui pedi o famoso fettuccine Alfredo. Diria que é apenas OK. Pouco equilibrado (achei o gosto de queijo muito pronunciado) e nada brilhante. Para o segundo prato que é o da carne, pedi o Saltimboca. Dois pequenos escalopes de vitela acompanhado por três metades de batata (pequena) assada. E só. A qualidade dos ingredientes é indiscutível e a apresentação do prato é elegante mas nada de extraordinária, dentro do esperado. O problema para mim foi na execução, o que de uma maneira ou de outra acaba por comprometer a qualidade geral do que é servido. Minha carne estava mais passada que o aceitável, o que fez com que ficasse ressecada. Embora fosse escalope estava cortado de maneira excessivamente fina. A sobremesa foi o tiramissu (cacau, café e mascarpone). Estava incomível. Parecia de padaria. Talvez alguém que escolha outras opções tenha mais sorte do que eu. Talvez.

PREÇO: Muito caro pelo que oferece em termos culinários. No meu caso específico que, contrariando a orientação do garçom, fiquei apenas no couvert, primeiro prato, segundo prato e sobremesa, sem qualquer bebida alcoólica, a conta chegou bem perto de R$ 100,00. O valor poderia ser considerado como dentro da normalidade para restaurantes com esse perfil hoje em Curitiba, mas sempre estará diretamente relacionado com a qualidade do que oferece. Nesse caso, saiu mais caro do que deveria.

Classificação final:

Ambiente:        * * * * * 
Atendimento:   * * * * * 
Comida:          * * * 
Preço:             * * * 

Entenda a classificação:   

Ótimo      =  * * * * * 
Bom         =  * * * *
Regular    =  * * *     
Ruim       =  * *       
Horrível   =  *           
  
Conclusão: só vale se for para contar para os amigos que foi no Alfredo’s.

Obs. Analisei como um mero consumidor e não como crítico profissional ou especialista gastronômico, pois não é meu caso. Maiores detalhes aqui


quarta-feira, 8 de maio de 2013

Carro de Jogador de Futebol

Certamente você já ouviu a expressão "carro de jogador de futebol", certo? No início dos anos 90, quando as importações de automóveis foram permitidas, depois de longos anos, houve uma enxurrada de marcas de carros importados que, de olho no potencial de crescimento do mercado brasileiro, na época dominado por "carroças", entendiam que o brasileiro compraria qualquer porcaria só porque era importado. No começo até foi assim, mas depois o pessoal ficou um pouco mais esperto e parou de levar para casa automóveis do naipe de Lada ou Daihatsu. Das marcas que por aqui chegaram, várias já foram embora. Outras, foram e voltaram e algumas outras vieram para ficar. Dentre todas essas marcas que desembarcaram por aqui, algumas tinham alguns modelos que caíram no gosto dos "boleiros" e, por isso, foram chamados de "carro de jogador de futebol". 

O melhor exemplo de carro de jogador de futebol da época, sem dúvida é o Mitsubishi Eclipse (vermelho de preferência), do início dos 90.

Mitsibishi Eclipse

Que tal?

Sempre achei esse carro, mesmo na época, de um mau gosto ímpar. Mas, fazia muito sucesso com os já referidos jogadores de futebol e outros jecas no geral.

Outro ícone dos jogadores foi o Audi A3. Esse foi utilizado entre o final dos 90 até o meio dos anos 2000. Certamente menos chamativo e, provavelmente, com mais qualidade que o Eclipse.

Audi A3

Hoje em dia, a variedade de modelos é maior, os carros estão mais sofisticados e os boleiros com mais dinheiro, tendo assim várias opções a escolher. Não que isso faça muita diferença, pois é claramente perceptível que os modelos preferidos dos caras são ou SUVs ou esportivos.

Vejamos alguns exemplos, primeiro dos jogadores que atuam na Europa e depois dos brasileiros, para que possamos traçar um paralelo entre eles.

EUROPEUS:

Lionel Messi (Barcelona): Maserati Granturismo

Maserati Granturismo


David Luiz (Chelsea): Audi Q7

Audi Q7

Iniesta (Barcelona): BMW X5

BMW X5


David Beckham (PSG): Porsche 911 Carrera S

Porsche 911

BRASILEIROS:

Neymar (Santos): Audi R8

Audi R8


Ronaldinho (Atlético - MG): Porsche Cayenne

Porsche Cayenne


Fred (Fluminense): BMW X6

BMW X6


Jorge Henrique (Corinthians): Chevrolet Camaro 

Chevrolet Camaro

Notaram um padrão semelhante? Ficou óbvio que o distingue o jogador europeu do brasileiro é apenas o local onde vive e a língua que fala.

Observando o exposto acima podemos tirar 2 conclusões importantes:

1ª) Jogador de futebol brasileiro não costuma ter sobrenome;

2ª) Camaro, além de ser carro de cantor caipira também é carro de jogador de futebol.


 

terça-feira, 7 de maio de 2013

UFC Break

Três semanas sem UFC. Que tédio. Mas, pelo menos surge alguma coisa para comentar.

Começou como mais uma de suas palhaçadas, mas encontrou eco na vítima da vez. Falo de Chael Sonnen (ele novamente) e Wanderlei Silva. Sonnen, que muitos acharam que iria se aposentar após a surra que levou de Jon Jones, volta a carga contra outro desafeto. Agora ele começou o trash talking para cima do brasileiro Wanderlei Silva.

Chael Sonnen e Wanderlei Silva

A coisa começou semana passada, quando Sonnen, falando ao programa UFC tonight, comunicou que permanece na divisão dos meio-pesados (até 93 kg) e disparou sua metralhadora verbal contra Wanderlei Silva. No programa, ele falou que já havia a possibilidade dessa luta ter acontecido, porém não foi possível já que ele, Sonnen era um desafiante ao título e Wanderlei era só mais um cara no card da categoria. Perguntado sobre aposentadoria, Sonnen disse que não vai a lugar algum até acertar as contas com Wanderlei.

Wanderlei Silva prontamente aceitou o desafio e escreveu no tweeter o seguinte: ”The real man talk face to face! Quero ver se vai manter a disposição na cara!!! Let’s go!!!”. Sonnen aproveitou o erro de grafia que Wanderlei cometeu (conforme grifo acima Wanderlei escreveu man - homem, quando o correto seria men - homens) e aproveitou para provocá-lo de novo, dessa vez o chamando de idiota.

Ontem (06/05/13), Sonnen voltou a provocar Wanderlei, dizendo que quer fazer um combate fácil no UFC. Ainda chamou Wanderlei de quebrado. 

Apesar de ainda estar no terreno das especulações, o combate entre os 2 pode acontecer em setembro, em Boston no UFC on Fox Sports.

Apesar da falação irritante de Sonnen, acho que seria uma luta muito interessante essa. Não do ponto de vista técnico mas sim promocional. Sonnen é um marketeiro nato e Wanderlei é um dos mais conhecidos e queridos lutadores em atividade e também gosta de provocar e falar um monte. 

Agora, luta fácil ele já teve recentemente, quando enfrentou o mão-de-almofada Michael Bisping e o venceu... por pontos. Com o Wanderlei a coisa complica. Como Sonnen também bate como uma menininha, sua única chance é levar Wanderlei para o chão e ficar pontuando no ground and pound sem muita eficiência, ou então tentar uma finalização, o que também não seria tão simples, já que Wanderlei é faixa-preta de Jiu Jitsu e a técnica de Sonnen não é das mais apuradas. Lembram que foi finalizado ainda no 1º round por Demian Maia em 2009? O mais provável é que Wanderlei, que bate muito forte, o nocauteie.

Vamos esperar que o combate seja de fato anunciado. Sonnen está se tornando craque em 2 coisas, escolher adversários e levar surras.

segunda-feira, 6 de maio de 2013

Fiasco na Calçada

Essa é para quem mora em Curitiba. 

Quem não mora aqui não vai entender o que aconteceu, então vou fazer um breve resumo da situação.

A Prefeitura de Curitiba, em sua administração anterior, liderada pelo ex-prefeito Luciano Ducci, começou a realizar uma obra na Avenida Bispo Dom José, no bairro Batel. Para quem não sabe, o Batel é um dos bairros "chiques" de Curitiba. A obra em questão foi uma calçada feita de granito na referida avenida. A idéia era de que ali, como existe um grande número de lojas e bares, se transformasse em um boulevard sofisticado, visando a atração dos turistas que virão assistir aos jogos da Copa do Mundo 2014 realizados aqui. 

Quando mudou a administração da cidade, agora na mão do novo amigo de petistas, Gustavo Fruet, sua 1ª providência foi, em uma demonstração rasteira de populismo da pior espécie, parar a colocação do granito e finalizar a obra com concreto mesmo. Não vou discutir se era ou não o caso de se revestir as tais calçadas com granito (é claro que não era), mas teria sido melhor, então, finalizar a obra conforme o previsto e não fazer um remendo só para dar uma resposta à quem não estava pedindo.

Outro fato em relação à obra foi a colocação, no trecho reformado, de alguns bancos de madeira. Várias pessoas dizem que os bancos são de madeira maciça (não sei, pois não passo por ali a pé), o que seria algo anti-ecológico na capital ecológica. 

Estava marcada para ontem 05/05/13, uma manifestação contra a desigualdade de tratamento dado pela prefeitura para os bairros da cidade. O protesto teve o sugestivo nome de "Farofada na Calçada" e foi organizado pela artista e produtora cultural Kaley Michelle. A idéia surgiu depois que um vídeo com guardas metropolitanos expulsando alguns skatistas que estavam depredando os bancos de madeira, os usando como rampas, foi divulgado na internet (aqui). Perceba como o guarda municipal trata o skatista com educação e não o desrespeita ou agride de qualquer maneira em momento algum. Era esperado que milhares de pessoas aderissem à manifestação, já que quase 7.000 pessoas confirmaram sua participação através do Facebook. Houve, inclusive, por parte de um vereador da cidade grande preocupação com o trânsito e segurança das pessoas que por ali fossem transitar durante o tempo previsto para durar o protesto. 

Skatista e um dos bancos usados para manobras. Perceba que o banco já está devidamente pixado.
Acontece que o tal protesto foi um fracasso retumbante. Das 7.000 pessoas que confirmaram participação, apareceram, pelos números (sempre otimistas) dos organizadores, cerca de 100. De acordo com algumas pessoas que conheço e que passaram pelo local, na verdade não chegava a 50 o número de gatos-pingados que ali se reuniram, incluindo alguns vendedores ambulantes que aproveitaram a "aglomeração" para tentar faturar. Quem passou de carro pelo local nem percebeu que havia uma manifestação ocorrendo ali. Para piorar ainda mais o fiasco, os organizadores pretendiam que se apresentassem grupos de artistas para chamar mais atenção ao que estava acontecendo. Pelo jeito só apareceu um cara com um sax por lá.

Farofeiros durante o protesto que "parou" Curitiba
Tudo bem. Aqui, apesar dos esforços do PT, ainda é um país livre, (algumas) manifestações são válidas e a praça é pública. Mas não vamos exagerar.

Vamos fazer algumas considerações:

- A idéia surgiu depois da divulgação do vídeo com os skatistas. Qual o motivo da indignação? Os caras, além de atrapalhar o fluxo de pessoas a pé, ainda usavam os bancos para fazer suas manobras o que, certamente os estava estragando. Reclamaram do custo de R$ 149,00 por metro quadrado da obra, mas o fato dos caras estragarem os bancos, que também certamente não saíram baratos, ninguém fala. E tem mais. Curitiba oferece várias pistas de skate grátis para quem quiser usar. Os caras não precisam fican enchendo o saco dos lojistas locais ou molestando os pedestres que por ali transitam.   

- Os ecochatos de plantão não reclamaram da colocação dos bancos maciços, não ecológicos nem sustentáveis (não acredito que escrevi isto!).

- Podem negar, mas é óbvio que a prefeitura vai dar mais atenção aos bairros mais nobres, que são os que atraem maior número de consumidores e também de turistas. Então vamos parar de babaquice. A prefeitura tem um monte de obras para fazer até a Copa e já está um tanto quanto atrasada. Tem que dar atenção à todos sem dúvida, mas agora tem que priorizar o que for mais importante para a cidade não fazer um papelão internacional.

-  Ficou claro que o objetivo do protesto é mais politico do que social.  De acordo com as palavras da própria organizadora podemos perceber isso. Segundo ela, o fato de terem se manifestado sobre a construção da calçada vai influenciar a política daqui para frente. Será mesmo? 50/100 pessoas vão influenciar decisões políticas ou mesmo administrativas do poder público? Outro ponto abordado por ela foi de que uma segunda manifestação está sendo organizada. Dessa vez o alvo é a "caixa-preta do transporte coletivo de Cutitiba", que, de acordo com seu entendimento deve ser aberta. É sempre a mesma coisa com esses caras. Começam fazendo de conta de que sua preocupação é com alguma "causa social", para depois revelarem suas intenções políticas. 

É apenas mais um grupelho de pressão que tenta sair da casca.  

 

sexta-feira, 3 de maio de 2013

Curitiba Gastronomia - Tierra Del Fuego



Hoje trato do restaurante Tierra Del Fuego, churrascaria com legítima carne argentina.

A casa, aberta em 04/2011 é de propriedade de Pedro Montefusco, argentino de Córdoba que vive no Brasil há 25 anos. Segundo ele, faltava em Curitiba uma casa de carnes tipicamente argentina. 

Ele está coberto de razão. Lembro que na 1ª vez que fui lá perguntei para Montefusco se a carne dele era argentina mesmo. Ele foi até seu estoque e me trouxe uma peça inteira de chorizo com todos os selos de exportação argentinos. Mas nem precisava disso, é só provar o 1º pedaço de carne para perceber que não é de origem brasileira. A boa notícia é que, agora podemos apreciar o verdadeiro churrasco argentino em Curitiba em 2 endereços, no Bacacheri e Batel.

AMBIENTE: Aqui precisamos fazer uma separação bem clara dos dois restaurantes , pois embora a qualidade da carne seja a mesma, os ambientes são totalmente diferentes. O restaurante que foi inaugurado primeiro, o do Bacacheri, é mais simples, porém tem um estilo mais característico e aconchegante. É muito bom, porém sem luxos e extravagâncias. A decoração está totalmente de acordo com a proposta do restaurante. É churrasqueira aberta e voltada ao salão dando uma sensação de integração total dos clientes com a casa, além de ser possível acompanhar o andamento do pedido. Como curiosidade, na última sexta-feira de cada mês ocorre a noite do tango, com a apresentação de um casal de dançarinos apresentando a famosa dança argentina. Já na unidade Batel, a coisa é totalmente diferente. É um pouco mais sofisticado, mas sem ser esnobe ou cafona. Aqui, você não sente a mesma atmosfera do outro, pois não se vê a churrasqueira e o clima. Na minha opinião é mais distante e menos vibrante. Poderia ser um restaurante de qualquer outra especialidade. Prefiro o do Bacacheri, sem dúvida.

ATENDIMENTO: Muito bom. Dentro dos padrões esperados. Os garçons entendem do assunto, explicam e sugerem dentro das expectativas de cada cliente.

COMIDA: O serviço aqui é a la carte e não sistema de rodízio, o que só colabora para a qualidade superior do que é servido. Logo de cara nos é trazido um couvert simples. Melhor não abusar para não estragar o principal. Existem várias boas opções de entrada. As mais indicadas são as Empanadas (espécie de pastel de carne que é assado e não frito), a Provoleta (uma larga fatia de queijo provolone grelhado na churrasqueira) e a linguiça picante, que vem em generosa porção de 300g. Prepare-se para o principal: a magnífica carne argentina. Sem dúvida a carne argentina é muito superior à brasileira. A melhor pedida é a especialidade dos argentinos, o Bife de Chorizo, que é o nosso contra filé, mas, evidentemente, não há nenhuma comparação com o corte nacional. O próprio corte argentino, embora semelhante ao nosso, tem algumas peculiariedades que colaboram para a excelência de sua carne. Outra opção excelente e um pouco mais em conta, é a Pulpa Naga, que é o miolo da alcatra. Simplesmente sensacional. Antes de prosseguir, um conselho para aqueles que só comem carne bem passada: prestem muita atenção ao corte que vão pedir. Os cortes tradicionais, como o chorizo, mesmo em sua porção reduzida, o Mini Bife, são bem altos e, portanto, não adianta reclamar quando pedir bem passado e ele vier bem vermelho por dentro. Devido a altura da carne e a altíssima temperatura em que o churrasco é assado, é impossível que se passe bem um corte espesso. O ideal é escolher um corte que tenha uma menor espessura naturalmente, como a Costeleta Redonda (T-bone) ou a Tapa de Cuadril (picanha). Se você prefere bem passado, mas não abre mão do chorizo, solicite então que se faça sua carne "aberta". Todas as carnes vem acompanhadas de arroz, farofa e molho chimichurri. Existem outras opções de acompanhamentos igualmente muito boas, como a maionese, o aipim (mandioca) frito e a Papa na Brasa (batata assada com manteiga e parmesão ralado). Existem também algumas opções de massa e salada, mas quem perderia tempo com elas, certo? Dentre as sobremesas o destaque vai para a panqueca de doce de leite flambada com sorvete de creme.

PREÇO: Justíssimo. Com certeza vale cada centavo. O preço cobrado, inclusive, não é superior a qualquer restaurante de bom nível que sirva carne a la carte em Curitiba. A diferença é que, por exemplo, o prato de chorizo é servido com 500g de carne, coisa que os outros nem chegam perto. Você deve gastar entre R$ 55,00 e R$ 70,00 por pessoa de acordo com o corte pedido e os acompanhamentos. Se for beber álcool, a conta vai subir.

Classificação final:

Ambiente:       * * * *   
Atendimento:  * * * *   
Comida:          * * * * * 
Preço:             * * * * * 

Entenda a classificação:

Ótimo      =  * * * * * 
Bom         =  * * * *
Regular    =  * * *     
Ruim       =  * *       
Horrível   =  *           

Conclusão: A melhor carne da cidade. Vá sem medo e sempre que puder.

Obs. Analisei como um mero consumidor e não como crítico profissional ou especialista gastronômico, pois não é meu caso. Maiores detalhes aqui