terça-feira, 30 de abril de 2013

Redução da Maioridade Penal

Há cerca de 20 dias, um crime covarde chocou o país. O assassinato do estudante Victor Hugo Deppman, de 19 anos. Victor Hugo era estudante de Rádio e TV e fazia estágio na Rede TV, ou seja, estudava e trabalhava. Em 09/04/13, Victor Hugo, foi abordado por dois vagabundos na porta de seu edifício em São Paulo. Após entregar seu celular e, ainda com as mãos levantadas foi covardemente assassinado com um tiro na cabeça. As câmeras de segurança do prédio gravaram tudo. 

Seu assassino, como não poderia deixar de ser era um menor. Como tinha 17 anos e faria 18 dali a 2 ou 3 dias, resolveu se entregar. Agora vai ficar um máximo de 3 anos recolhido e ser "punido" com medidas sócio-educativas. Daqui a no máximo 3 anos (pode ser antes), sai com a ficha limpa, sem ocorrências, pronto para entrar na "vida adulta" assaltando e matando novamente.

Exatos 16 dias depois, em 25/04/13, outro crime absurdo. A dentista Cinthya Magaly Moutinho de Souza de 47 anos foi morta queimada após sofrer um assalto em seu próprio consultório. Os malacos entraram em seu consultório com paciente e tudo para realizar o roubo. Pediram o cartão do banco para a vítima, que o entregou juntamente com a senha correspondente. Quando os bandidos perceberam a pequena quantia de apenas R$ 30,00 que estava em sua conta bancária, resolveram atear fogo nela. Mais uma vez, o autor é um menor de 17 anos.

Depois do assassinato de Victor Hugo Deppman, voltou à tona o debate sobre a redução da maioridade penal. O governador de São Paulo Geraldo Alckmin encaminhou ao congresso, através da bancada do PSDB um projeto que, se não reduz a maioridade penal, defende um tempo de até 8 anos de reclusão para o menor que comete crime hediondo. A proposta já está sendo chamada de eleitoreira etc. por seus adversários sempre prontos para defender bandidos.  

Antes que venham me encher aqui, só quero deixar claro antes de prosseguir que não moro nem voto em São Paulo, não sou paulista e nem defendo ou sou filiado ao PSDB ou qualquer outra legenda.

Foi feita uma pesquisa com moradores de São Paulo e se constatou que 93% deles são favoráveis à diminuição da maioridade penal. Tenho certeza absoluta de que, se a pesquisa fosse realizada em todos os estados, o resultado seria bem próximo a isso em todos eles. Ninguém aguenta mais tanta violência. O governo incompetente do PT e os intelectualóides esquerdopatas de sempre são, obviamente contrários a que se reduza a maioridade penal. Eles tem, como sempre, o discurso de boteco na ponta da língua: "devemos investir em educação, dar chance para os jovens para que não entrem na vida de crime, promover a inclusão, acabar com a desigualdade social, esses jovens são, na verdade vítimas, são excluídos, estão à margem da sociedade por culpa dessa mesma sociedade" e assim por diante. Quantas vezes já não escutamos esse tipo de baboseira? O pior não é isso. Se o gorverno sabe como resolver, por que diabos ainda não resolveu a questão? Outro dia o PT fez festa para comemorar 10 anos no controle da nação. É um governo realmente ruim de serviço, pois nesses 10 anos a coisa só piorou. São 50 mil assassinatos por ano. Nem em zonas de conflito se mata tanta gente.

Li na Folha edição online, um dos artigos mais abjetos que já li em toda minha vida. Não por ser contra a redução da maioridade penal, mas sim pelo conteúdo absurdo. Foi escrito por uma jornalista que alega ter sido estuprada com 19 anos e, hoje aos 56 é contra a redução. Seus argumentos são rasos ou inexistentes, descambando para pura ideologia rasteira. A fim de defender e explicar sua posição, deixa claro toda sua covardia e desinteresse pelo próximo, nesse caso seria a próxima vítima. Não entendeu? Então leia aqui. Se quiser ler um contraponto (com o texto original sendo comentado na íntegra parágrafo por parágrafo) que simplesmente destrói todos os absurdos que essa senhora falou, então acesse esse artigo.

Vergonhoso, não?

Para encerrar, coloco abaixo alguns exemplos de países e seus respectivos limites penais.

EUA: variam em cada estado, sendo que a maioria não estipula um limite. Apenas 13 estados fixaram uma idade mínima legal que varia de 6 a 12 anos.

Canadá: 12 anos

Inglaterra: 10 anos

Holanda: 12 anos

França: 13 anos

Israel: 13 anos

Áustria: 14 anos

China: 14 anos

Singapura: 7 anos

Coréia do Sul: 12 anos

Itália: 14 anos

Alemanha: 14 anos

segunda-feira, 29 de abril de 2013

UFC 159 - Jones vs Sonnen

Se o UFC da semana passada foi o melhor do ano até aqui e um dos mais movimentados dos últimos tempos, o mesmo não se pode dizer do evento desse sábado 27/04/13. Foi um evento muito mais fraco e chato, com lutas burocráticas e altamente tediosas. Das 12 programadas, ocorreram 11, pois uma delas (na 2ª, um dos lutadores passou mal e precisou ser encaminhado a um hospital) foi cancelada. Das 11 restantes vou comentar apenas 4 (todas no card principal), e isso só porque uma delas teve a presença de um brasileiro senão o evento seria resumido a 3 lutas que valeram a pena. Uma pena, pois era muito aguardado, principalmente pelo apelo da disputa do título dos meio-pesados entre Jon Jones, o campeão, e Chael Sonnen, o falastrão.

A 8ª luta da noite e 1ª do card principal foi entre os americanos Jim Miller e Pat Healy, pelos pesos leves. Healy era um estreante no UFC, vindo do extinto Strikeforce e, apesar do bom retrospecto com ótima sequência de vitórias o favorito era seu oponente, Jim Miller, que é um ótimo lutador. O combate foi muito equilibrado no 1º round, com ambos os lutadores alternando domínio durante os 5 minutos iniciais. Já no 2º round, Healy voltou melhor e mais focado, liderando as ações e dominando totalmente Miller durante o round. No 3º round, repetição do 2º, com Healy aumentando ainda mais sua vantagem sobre Miller, o castigando com o ground and pound. Após trabalhar bem no chão contra seu oponente, Healy consegue espaço e aplica um estrangulamento em Miller que o faz apagar. Grande luta e vitória na estréia desse bom lutador que veio para dar uma sacudida na categoria.

Healy acerta golpe em rosto de Miller

 
A sequência da programação se deu com o combate válido pelos pesos meio-pesados entre o brasileiro Vinny Magalhães e o americano Phil Davis. Magalhães retornava ao UFC depois de 2 passagens anteriores. O brasileiro fez uma péssima apresentação, sendo completamente dominado por Davis do início ao fim do combate. O brasileiro, que é especialista em Jiu-Jitsu, só conseguiu derrubar o americano uma única vez durante todo o combate, e isso foi logo no 1º round. Depois da queda aplicada, Magalhães até tentou finalizar Davis, mas não conseguiu. E foi só. Apesar de maior desenvoltura na luta de solo, Magalhães aceitou a luta em pé contra Davis mas não conseguiu fazer absolutamente nada. Nem sequer assustou seu adversário. Davis, apesar de não ser exímio trocador, fez o suficiente para não correr riscos e ganhar o combate sem sustos, por pontos. O pior foi que, antes do evento, houve muita provocação por parte do brasileiro, o que deixou sua derrota ainda mais feia.

Phil Davis ataca o brasileiro Vinny Magalhães


A 10ª luta da noite foi, sem dúvida a melhor. Mais uma apresentação sensacional do gordinho Roy Nelson e mais uma vitória por nocaute. A vítima da vez foi o francês Cheick Kongo. Logo no início do combate, Nelson preferiu tentar aplicar uma queda em Kongo, porém não conseguiu, pois o francês bem mais alto e muito forte, se defendeu muito bem. Como a coisa não se desenvolveu o árbitro separou os lutadores para o combate recomeçar no centro do octagon. Foi então que Roy Nelson decidiu liquidar a fatura. Com uma "pedrada" de direita na lateral da cabeça, derrubou Kongo. Ainda deu tempo de acertar mais um golpe e sacramentar mais uma vitória. Nelson precisou conectar apenas 2 golpes para acabar com Kongo. Grande luta. Quem não está habituado e vê Roy Nelson pela 1ª vez não dá nada para ele, mas o fato é que o cara é muito forte, tem um queixo de granito e uma marreta na mão direita, nocauteando seus adversários com certa facilidade. Além disso, é uma figuraça, extremamente carismático e muito querido pelos fãs.

Roy Nelson se prepara para "liquidar a fatura" contra Cheick Kongo


No último e mais esperado combate do evento, a disputa do título dos meio-pesados entre Jon Jones e Chael Sonnen. Como era previsto, Jones venceu o combate com sobras, castigando Sonnen duramente no ground and pound. O que ninguém deve ter previsto era o fato de que Sonnen fez o que não era esperado e partiu para cima de Jones, sem medo, chegando a levar certo perigo ao campeão. Nada, evidentemente, que pudesse ameaçar seriamente Jones, já que Sonnen não tem poder de nocaute. Mesmo assim foi algo inédito.

Jones castiga Sonnen com uma cotovelada


Depois da luta ter terminado, ainda na entrevista pós-luta, dentro do octagon, Jon Jones mostrou para o entrevistador Joe Rogan que havia quebrado o dedão do pé e estava sangrando no local. Isso torna tudo ainda mais curioso, pois, se Sonnen tivesse aguentado até o final do 1º round (restavam 40 seg. quando o árbitro interrompeu o combate), teria sido declarado o vencedor e novo campeão  pois Jon Jones estaria impossibilitado de voltar para o 2º round. Obviamente que tal resultado seria totalmente injusto, mas poderia ter acontecido.

Agora, Jon Jones igualou o recorde de defesas de título dos meio-pesados de Tito Ortiz. Andam dizendo que o objetivo de Jon Jones é fazer mais uma luta na categoria, bater o recorde de Ortiz e subir para os pesados. Se isso foi verdade, Jon Jones vai ter que se desdobrar, pois nos pesados a coisa vai ser muito mais complicada para ele, já que os oponentes são muito mais fortes e batem muito mais pesado. Vamos aguardar para ver.

O próximo evento é apenas dia 18/05, o UFC no Combate 2 Belfort vs Rockhold, direto de Jaraguá do Sul em Santa Catarina, com promessa de uma grande luta entre Vitor Belfort e Luke Rockhold, além de vários outros brasileiros que também estão no card.


sexta-feira, 26 de abril de 2013

Curitiba Gastronomia - Restaurante Manu

Abrindo minhas postagens abordando os restaurantes de Curitiba e fazendo uma rápida análise sobre os mesmos, começo pelo Restaurante Manu.

O Manu é de propriedade da jovem e talentosa chef Manu Buffara, que em sua ainda curta carreira como restaurateur (o Manu tem pouco mais de 2 anos de existência), já acumula várias premiações como Chef do Ano pela revista Beber e Comer da Veja Curitiba, Chef 5 Estrelas pela revista Bom Gourmet e Chef Revelação pelo Guia Quatro Rodas. Ou seja, a competência e criatividade de Manu é indiscutível.

O Manu adota um sistema totalmente diferente e inovador aqui para Curitiba, ao introduzir o conceito de sequência de pratos, através de um menu degustação. Esse sistema, embora já seja bastante difundido em outras praças como Rio e São Paulo, ainda é novidade por aqui. A idéia é oferecer ao cliente a oportunidade de provar vários pratos diferentes em uma só refeição. Claro que a quantidade servida é bem diminuta, pois seria humanamente impossível consumir 6, 8 ou mais pratos com porções típicas dos restaurantes à la carte. Seu conceito foi inspirado em alguns dos melhores restaurante do mundo como o Noma, da Dinamarca, onde Manu chegou a trabalhar.

AMBIENTE: O Manu encontra-se em um espaço pequeno, mas que combina perfeitamente com a proposta de exclusividade do restaurante. Com apenas 30 lugares (fazer reserva é obrigatório), é muito confortável - ótima notícia, pois você vai passar várias horas lá - e aconchegante. Sua decoração é sofisticada, contemporânea e de muito bom gosto, sem os exageros ou cafonices típicas dos curitibanos que  querem ser muito refinados sem o ser. Outro fator muito interessante e que chama a atenção é o fato de se poder acompanhar toda a movimentação que acontece na cozinha. Pode-se observar, além da organização exemplar, a chef finalizando os pratos enquanto sua equipe trabalha no mais absoluto silêncio, algo inacreditável em um ambiente tão pequeno, onde a cozinha, toda aberta, fica praticamente dentro so salão. Sensacional.

ATENDIMENTO: Outra nota a parte. Evidentemente que ser muito bem atendido em um restaurante desse nível é o mínimo que se espera, mas, devido à proposta do Manu, a coisa vai muito além. É claríssimo que seus funcionários foram extremamente bem treinados e conseguem desempenhar suas funções de maneira perfeita, o que não é nada fácil, pois a cada prato da sequência que é servido, os garçons dão toda a explicação do prato e ingredientes. Garanto que é muita imformação. O serviço é impecável e atencioso, sem pressa ou atropelos. Tudo flui de maneira extremamente natural e impercetível, e a equipe está sempre atenta e com o total controle do que acontece no salão, bem como do melhor momento para interagir com os clientes.

COMIDA: Sem dúvida nenhuma, aqui está a grande estrela do Manu. Parece óbvio mas não é. Existe um grande número de restaurantes hoje em dia, onde o ambiente e atendimento acabam ofuscando a qualidade do que é servido. Aqui isso não acontece em nenhum momento. 

Antes de decidir ir ao Manu, algumas explicações prévias para que você não seja pego de surpresa. É um restaurante de alta-gastronomia, ou seja, você vai experimentar pratos e combinações normalmente não encontradas em outros restaurantes mais convencionais. 

Não vou me deter às técnicas usadas pela chef e nem ficar utilizando termos como "cozinha de autor", "culinária técno-emocional" ou "culinária molecular". Deixo isso para quem entende mesmo do assunto. O cardápio não é fixo, sendo alterado praticamente diariamente, de acordo com a matéria-prima de melhor qualidade encontrada pela chef. Ou seja, se você comer lá hoje, não quer dizer que vá repetir o mesmo semana que vem. As criações da chef dão prioridade à ingredientes locais e orgânicos. Prepare-se para experimentar uma grande variedade de misturas de ingredientes, sabores e aromas o que, para quem não estudou a fundo culinária, parece não fazer muito sentido. Mas faz. Pelo menos na maioria das vezes. As porções são extremamente pequenas, mas, a depender da sequência escolhida, você não deve sair de lá com fome, pois o rítmo em que os pratos são servidos trabalham perfeitamente sua saciedade. 

Dados os avisos preliminares, vamos à análise dos pratos em si. 

Em 1º lugar lhe será oferecido um couvert, onde você escolherá um entre 3 ou 4 tipos de pães. Para acompanhar os pães, são disponibilizados 2 tipos de manteiga temperada e um molho. Tanto os pães como as opções de manteiga são muito bons. 

Em seguida, você pode optar pelos chamados "snacks", que fazem as vezes de entrada. Sugiro aceitar os snacks, que, mesmo em porções ainda menores que a dos pratos, são extremamente saborosos e elaborados. aqui, você já começa a ter uma ideia do que lhe será servido nos pratos principais. 

Agora, a sequência: Você deve escolher entre alguma das opções de sequências disponíveis no cardápio. São opções de 4, 6 ou 8 pratos. A sequência em si faz vai lhe apresentar o "repertório" do Manu, que seriam opções de entrada, prato principal e sobremesa. Minha sequência escolhida foi a de 6 pratos. Desses, confesso que não gostei nem um pouco do 1º, que era um camarão servido com caldo de salsão (frio). O 2º foi ovo pochê servido com molho de abóbora. Estava OK. A essa altura já achava que os snacks que salvariam a noite. Mas que nada. O restante da sequência foi impressionante, com uma mistura de sabores e texturas simplesmente sensacional. O 3º prato servido foi um carpaccio de pato, que estava simplesmente maravilhoso. Depois, bacalhau e por fim cordeiro, ambos excelentes. A sobremesa, o 6º prato também estava excelente, sendo um sonho de goiabada com sorvete de creamcheese. Indescritível. Ah! Já ia me esquecendo. No momento de definir sua sequência, será perguntado se há alguma restrição com algum dos ingredientes utilizados na confecção dos pratos. Em caso afirmativo, a chef o substituirá por outro que componha seu pedido. Isso fica a cargo dela. Não se deve querer "montar" sua sequência misturando elementos de todas as opções apresentadas. 

Você também pode optar pela harmonização dos pratos com vinhos. A cada prato da sequência que é trazido é servido um vinho selecionado pela sommelier para melhor acompanhá-lo. Evidentemente que não será servida uma taça cheia, mas aproximadamente 50ml. Você ainda pode optar por escolher um vinho de sua preferência pela carta.

PREÇO: Absurdo. Mesmo que se leve em conta todos os aspectos apresentados nos ítens analisados acima, ainda assim é caríssimo. Claro que para se formar uma chef do nível de Manu Buffara não é barato. O investimento em tecnologia e o uso de técnicas avançadas de culinária cobram seu preço. Manter uma estrutura como a de seu restaurante também custa dinheiro, e, evidentemente tudo isso está embutido no preço. Mas mesmo assim não se justifica. As porções são muito pequenas, o que, mesmo utilizando matérias-primas de alta qualidade, certamente ameniza os custos de compra dessas matérias-primas, que segundo seu próprio site são adquiridas diariamente para o preparo do menu. 

Prepare-se para gastar em torno de R$ 200,00 por pessoa (sequência de 6 pratos), sem a harmonização de vinho. Se optar pela harmonização, sua conta chegará perto dos R$ 360,00 por cabeça. É possível, claro, gastar em torno de R$ 100,00, o que pode ser considerado como aceitável em um restaurante de ótima qualidade hoje em dia em Curitiba, porém você terá que optar pela opção de sequência de 4 pratos, sem os snacks e sem o vinho, evidentemente. Só que aí, você terá uma experiência gastronômica muito menos rica e com certeza vai sair passando fome, a não ser que sofra de anorexia.

Classificação final:

Ambiente:       * * * * *
Atendimento:  * * * * *
Comida:          * * * * *
Preço:             * *

Entenda a classificação:

Ótimo       =  * * * * * 
Bom          =  * * * *
Regular     =  * * *     
Ruim         =  * *       
Horrível     =  *           

Conclusão: Com certeza vale a pena conhecer. Entendo que não é o típico restaurante favorito de ninguém, ou quase ninguém, pois a proposta não é servir uma refeição, mas te levar a uma experiência gastronômica única e riquíssima.

Obs. Analisei como um mero consumidor e não como crítico profissional ou especialista gastronômico, pois não é meu caso. Maiores detalhes aqui


quinta-feira, 25 de abril de 2013

Curitiba Gastronomia

Começo uma publicação específica sobre os restaurantes de Curitiba. 

A príncípio, farei as postagens a cada 15 dias, mas minha ideia é que se tornem semanais. 

Antes de mais nada, deixo claro que não sou e nem tenho a pretensão de ser chef, especialista, crítico profissional, restaurateur, analista "gourmet", nem nada do gênero. Sou apenas alguém que aprecia uma culinária bem feita, já foi a inúmeros restaurantes e que tem um mínimo de senso para conseguir separar as boas opções, do número cada vez maior de enganações que se encontram por aí. Meu ponto de vista sempre será o do consumidor, nunca o do pretenso especialista ou crítico profissional. 

A intenção é fazer uma análise crítica justa e imparcial dos mais variados restaurantes, com diferentes tipos de comida, segmentos, propostas e preços. Tentarei ser sempre coerente com os fatores que serão apreciados dentro da proposta apresentada por cada local examinado.

Entendo que é muito complicado fazer uma avaliação de qualquer restaurante de maneira generalizada. Tal opinião se tornaria superficial e injusta. Para evitar distorções, decidi dividir em 4 áreas de observação e comentá-las separadamente, para assim chegar à conclusão sobre o todo. Os ítens que serão observados e analisados serão o ambiente, atendimento, comida e preço. Penso que tais áreas abrangem o básico do que devemos esperar de qualquer restaurante e são um bom ponto de partida para saber se determinado local merece ou não uma visita.

O primeiro restaurante analisado você encontra aqui amanhã.

quarta-feira, 24 de abril de 2013

Notícias Inquietantes

Leio algumas notícias realmente interessantes. Dessas há duas que parecem sérias mas na realidade são totalmente o oposto disso e outras duas que não tem quase importância para a maioria das pessoas. Comento rapidamente essas 4 notícias. Começamos com as notícias "sem importância", terminamos com as 2 "piadas" da semana.

Esportes:

1 - Depois do UFC desse sábado surgiu uma polêmica em relação à vitória apertada e dividida do campeão dos pesos leves, Ben Henderson. Ele ganhou por 48-47 com 2 juízes laterais e o 3º juiz deu 48-47 para seu adversário Gilbert Melendez. Na minha opinião não há qualquer motivo para polêmicas, já que o resultado poderia ter ido para qualquer lado. Acontece que Henderson ganhou o combate e manteve o título. Tem gente falando que Melendez foi "garfado". Não acho. Em uma luta tão parelha, o resultado é definido nos detalhes. O maior detalhe é que, para Melendez ter conseguido a vitória por pontos, deveria ter tido um desempenho flagrantemente superior ao de Henderson, e isso não ocorreu. Alguns acham que ele ganhou os rounds 1, 2 e 5 e outros (eu incluso) entendem que ele foi o vencedor apenas nos rounds 1 e 2, ficando os outros com o campeão. Se Melendez tivesse tido um desempenho tão superior ao ponto de levar a luta nos pontos, a contagem não seria 48-47 e provavelmente não teria sido uma decisão dividida. Minha opinião. Se alguém discordar, pode me escrever argumentando o contrário.

Obs. O que Ben Henderson deve fazer o quanto antes é dar um jeito naquele cabelo ridículo que usa. Além de feio, o atrapalha claramente durante a luta.

2 - Maiores clubes do futebol europeu tem uma dívida gigantesca. A reportagem cita as 10 maiores dívidas dos principais clubes europeus. Em 1º lugar está o Manchester United, com uma dívida de 895 milhões de libras, o que dá algo em torno de R$ 3 bilhões. Esse é o tipo de matéria jornalística sem sentido. É óbvio que a intenção é fazer um paralelo com os clubes brasileiros, que devem um absurdo. Perto dos R$ 3 bilhões do Manchester United, os R$ 700 milhões do Flamengo parecem bem menos. Mas não são. A diferença básica entre as situações dos clubes brasileiros e europeus é que, o montante total das dívidas dos clubes europeus significa seu compromentimento anual e não dívidas fiscais, tributárias e trabalhistas acumuladas durante anos pelos falidos clubes brasileiros. Aí é que está toda a diferença. E tem mais. As receitas dos grandes clubes europeus é muitas vezes superior às receitas dos clubes brasileiros, tanto é que a disparada maioria deles fecha o ano quase sempre no "azul", com suas dívidas quitadas.

Internacional/Política:

1 - Governo da Venezuela ameaça retaliar EUA. Isso mesmo. Você leu direito. O "ditador eleito" da Venezuela (olha o tipo de coisas que somos obrigados a escrever por conta desses bolivarianos), Nicolás Maduro, está ameaçando os EUA, caso esses insistam em apoiar o pedido de recontagem dos votos feito pelo candidato da oposição Henrique Capriles. Tanto para Capriles, como para os EUA ou para qualquer orangotango com meio cérebro, o processo eleitoral venezuelano é altamente fraudulento, o que fez com que fosse pedida a recontagem dos votos. Maduro venceu por margem ínfima de votos. O pedido de recontagem é válido e faz sentido, mas é péssima idéia. Em primeiro lugar, se as eleições já foram fraudadas, a recontagem certamente também será, o que, portanto, não mudará o resultado da eleição em absoluto. E, em segundo lugar, como a recontagem também será viciada, o resultado prático será muito ruim para a oposição, pois será ratificada a vitória de Maduro mesmo que de maneira novamente fraudulenta. Agora Maduro diz que se os EUA recorrerem a sanções sobre a eleição presidencial no país vai tomar medidas de ordem comercial, energética, e politica que considere necessárias. Na verdade isso daí não passa de uma ameaça velada aos EUA de que a Venezuela poderia suspender a venda de petróleo para aquele país. Obviamente que se trata de uma ameaça vazia, pois os EUA são o maior comprador de petróleo venezuelano e o petróleo é a única coisa que sustenta a economia da Venezuela, já que Hugo Chavez fez questão de destruir o que havia de indústria e agricultura em seu país. Esse Maduro é outro caudilho falastrão típico de republiquetas ordinárias de 3º Mundo.

2 - Lula terá coluna mensal no  New York Times (NYT). Já disse isso antes e repito. O NYT não é mais o mesmo e já faz um bom tempo. A princípio parece que aquele que é (ou foi) considerado como o meio de comunicação mais importante do mundo vai abrir espaço para o Apedeuta. Na verdade, Lula terá um artigo mensal distribuído por uma agência do NYT, o que não quer dizer que o próprio jornal tenha a obrigação de publicá-la. Segundo a reportagem, "Lula escreverá" sobre politica e economia internacional, bem como iniciativas de combate à fome no mundo. Devem ser as mesmas iniciativas de combate à fome que ele usou aqui no Brasil para "erradicar totalmente" a fome em nosso país. É um absurdo total. A matéria diz ainda que os valores envolvendo o contrato não foram divulgados. Por que será, hein? Aposto que não é o NYT que vai pagar qualquer coisa para Lula, mas sim o contrário. Lula, que não encontra espaço na imprensa nacional, deve estar pagando para escrever para o NYT. Já estão dizendo que Lula contará com o auxílio de pelo menos 2 tradutores para seus textos. Um traduzirá suas baboseiras para o português e o outro para o inglês.

terça-feira, 23 de abril de 2013

A Diferença Entre o Genial e o Medíocre

Veja este vídeo:

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Que bela porcaria, não? 

Imagine quanto deve ter custado, considerando apenas o cachê do Ronaldo gordo.

Agora assista os vídeos abaixo:

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Viu só quanta diferença? O Brasil é, juntamente com EUA e Inglaterra, o país onde se faz a melhor propaganda do mundo. Isso mesmo. Do mundo. Abaixo, aquele que é considerado o melhor comercial brasileiro de todos os tempos e que está listado entre os 100 melhores do mundo.

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Impressionante, não? Para provar que talento e criatividade não tem barreiras, selecionei 4 comerciais de primeira produzidos no Brasil em diferentes momentos. Um dos anos 70, 2 dos 80 e um dos 2000. Veja que alguns são mais elaborados e mais caros, porém esse último é de uma simplicidade comovente. O resultado é simplesmente espetacular. 

Hoje em dia, as agências tem muito mais recursos técnológicos, mas quase não conseguem produzir com a mesma qualidade de antigamente. E o problema nem é dinheiro. Vejam os exemplos abaixo, ambos de grandes anunciantes:

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Evidentemente dois exemplos do pior que já se produziu em matéria publicitária no país, principalmente levando-se em conta que são grandes anunciantes, com grandes verbas publicitárias e que podem contratar as melhores agências. Chega a ser deprimente. O problema não é nem quem produz, mas quem aprova um material tão tosco como os exemplos acima.

Você vai me acusar de defender e valorizar apenas o que é antigo, coisa e tal. Besteira. Já coloquei um comercial bem recente lá em cima, mas para provar definitivamente minha total imparcialidade, coloco abaixo um dos "melhores piores" comerciais que já vi na vida.

Para encerrar, um comercial estrelado pelo casal sensação de então, Xuxa e Pelé. Me digam se já assistiram algo tão vergonhoso.

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Hoje em dia, algo do gênero seria certamente proibido pelo CONAR (Conselho Nacional de Autorregulamentação Publicitária). Seria acusado de sexista, machista e fútil. Não acho que o comercial devesse ter sido proibido por isso, mas sim pelo extremo mau gosto. Aliás, assistam logo antes que a Xuxa mande tirar do ar.

segunda-feira, 22 de abril de 2013

UFC on Fox 7 Henderson vs Melendez

Grande evento do UFC nesse sábado 20/04/13. Com um recorde de 8 nocautes em 12 lutas, foi, sem dúvida, o melhor evento do ano. Pena que durante a transmissão houve um problema qualquer e as lutas 3 à 6 não foram exibidas. Dentre essas, destaque negativo para o brasileiro Hugo Wolverine que, na 3ª luta da noite, foi nocauteado.

O evento já começou em alta velocidade, com um cobate sensacional na categoria dos médios entre o americano Clifford Starks e o cubano Yoel Romero. Romero estreava no UFC e não se intimidou com esse fato. Partiu para cima de Starks e após apenas 1:32 min de luta aplicou um nocaute sensacional em Starks com uma joelhada voadora que acertou sua cabeça. Grande vitória desse estreante que promete. Vamos ficar de olho nele.

Romero acerta joelhada em Starks


Na 2ª luta da noite, mais um nocaute incrível. Em luta válida pelos leves, entre o nigeriano Anthony Njokuani e o americano Roger Bowling, quem levou a melhor foi Njokuani. Após passar boa parte do round sendo dominado por Bowling, Njokuani consegue, ainda no 1º round, equilibrar as ações. Na volta para o 2º round, Njokuani volta mais concentrado e parte para a trocação com Bowling, acertando neste um belíssimo cruzado de esquerda em seu queixo, fazendo com que o nocaute fosse decretado. 

Cruzado de esquerda de Njokuani em Bowling


Pulamos direto para o 8º combate programado. Em uma luta rapidíssima, Chad Mendes não precisou de mais do que 1:10 min para nocautear de forma fulminante o bom lutador Darren Elkins, que vinha de uma ótima sequência de 5 vitórias seguidas e, caso vencesse esse combate contra Mendes, seria o próximo desafiante ao título. Acontece que isso não foi possível, diante da ótima atuação de Mendes que, simplesmente não tomou conhecimento do adversário, o nocauteando rapidamente. Agora é Mendes quem pede a disputa pelo título. Ocorre que Mendes já lutou pelo título há pouco mais de um ano e levou um nocaute assustador do campeão da categoria, o brasileiro José Aldo. Dana White pode até conceder essa revanche, mas acho que o destino de Mendes será o mesmo da luta anterior contra Aldo.

Mendes acerta Elkins


Na 9ª luta da noite e 1ª do card principal, combate pela categoria dos meio-médios. Matt Brown dos EUA contra o canadense Jordan Mein. Outra luta excelente com várias possibilidades. Tanto um quanto outro tiveram chance de vencer. Mein começou bem o combate, acertando boa cotovelada em Brown, que ficou furioso e partiu com tudo contra seu oponente. Brown passou a dominar as ações, sendo extremamente agressivo, mas Mein lhe aplicou um golpe que o derrubou. Mesmo com a vantagem de jogar por cima, Mein quase foi finalizado em um ataque duplo de traingulo e arm-lock aplicado de dentro da guarda por Brown. O primeiro round acabou assim. Na volta para o 2º round, Brown partiu para resolver a parada. E resolveu. Conseguiu impor à seu adversário uma sequência avassaladora logo no início do round, vencendo por nocaute técnico. 

Brown soca Mein violentamente


Na 10ª luta da noite, mais um bom combate e mais um nocaute sensacional. Dessa vez o confronto foi entre os leves, com o experiente Nate Diaz enfrentado o estreante Josh Thomson. Nate Diaz, assim como seu irmão Nick (recentemente derrotado por Georges St. Pierre), se preocupa mais em provocar e fazer firulas do que enfrentar seu oponente. Acontece que Thomson entrou extremamente focado na luta e imediatamente tomou conta do combate, dominando Diaz totalmente. Na volta para o 2º round, Diaz até tentou melhorar, mas já era tarde. Com uma canelada certeira na cabeça de Diaz, Thomson fez este desmoronar. Daí para frente foi só aplicar o ground and pound em um adversário que já estava entregue. Resultado: vitória de Thomson por nocaute técnico. Esses irmãos Diaz merecem as surras que levam de vez em quando. Essa não foi exceção. Ao invés de lutar sério, ficou fazendo gracinhas como sempre. Baixando a guarda e chamando para a briga. Um idiota total. Mereceu a surra que levou. Espero que leve outras no futuro.

Thomson chuta a babeça de Diaz


A penúltima luta da noite era muito aguardada, pois foi a estréia no evento do peso pesado Daniel Cormier, que vinha do Strikeforce com um cartel perfeito de 11 vitórias e nenhuma derrota. Para enfrentá-lo, a direção do UFC chamou o experiente e duas vezes campeão da categoria, Frank Mir. A gente nunca sabe o que esperar de uma luta de Frank Mir. As vezes faz combates históricos e derrota adversários duríssimos como Minotauro (duas vezes) e, as vezes faz apresentações horríveis. Sábado passado foi uma dessas. Mir simplesmente não apareceu para lutar. Apático e sem iniciativa foi dominado totalmente na grade por Cormier, que, se tivesse um pouco mais de competência poderia tê-lo nocauteado ou finalizado. No final, vitória por pontos para Cormier. Para mim esse Cormier ainda não disse a que veio. Pegou um adversário totalmente desinteressado e não fez grande coisa, se limitando a espremê-lo contra a grade, sem ao menos conseguiu derrubá-lo. Uma lástima. Dizem que sua intenção é baixar de peso e luta nos meio-pesados. Pode ser que melhore. Nesta luta decepcionou.

Cormier encurrala Mir contra a grade


O último combate da noite foi a disputa do cinturão dos leves entre o campeão Ben Henderson e o desafiante Gilbert Melendez. Melendez é um ótimo lutador e campeão da categoria no Strikeforce, tanto que, sua estréia no UFC já foi pelo título. Foi um combate chato e parelho. Melendez teve maior volume e domminou os 2 primeiros rounds. Depois disso, o campeão equilibrou o combate e conseguiu melhorar nos 3 últimos rounds. No final, a vitória poderia ter ido para qualquer um dos dois, tanto que Henderson manteve o cinturão por uma contagem de apenas 1 ponto de vantagem e em decisão dividida. Essa foi por pouco para o campeão, que deve tomar cuidado para não virar o Georges St. Pierre dos médios, com apresentações chatas e burocráticas, jogando com as regras debaixo do braço. 

Henderson acerta contra golpe no rosto de Melendez


Semana que vem, o aguardado combate entre os treinadores da 17ª edição americana do programa The Ultimate fighter (TUF), Jon Jones e Chael Sonnen. Vamos ser realistas. Ninguém em sã consciência aposta em uma vitória de Sonnen contra Jones. Eu pelo menos não. Mas, no mundo do UFC tudo é possível, e aí é que está a "beleza" da coisa. Além de Jones vs Sonnen, teremos outras lutas interessantes entre Michael Bisping e Alan Belcher (médios), Roy Nelson vs Cheick Kongo (pesados), Phil Davis contra o brasileiro Vinny Magalhães pelos meio-pesados e também a 3ª luta feminina entre Sara McMann e Sheila Gaff.


sexta-feira, 19 de abril de 2013

Guia Básico de Cinema Capítulo XX

Enfim chega ao fim a série de postagens Guia Básico de Cinema. Foram 100 filmes comentados em 20 semanas. Evidentemente nenhuma listagem é unanimidade e, aqui certamente não foi diferente. Encerro aqui com mais 5 filmes que, entendo, todos devem assistir ao menos uma vez na vida.


Golpe de Mestre - The Sting (George Roy Hill - 1973)

Chicago,Illinois, 1936. Dois vigaristas dão um golpe em um capanga de um chefão e embolsam uma grana alta. Mas isto não fica por isso mesmo, pois o chefe da quadrilha decide se vingar e mata um daqueles que lhe aplicaram o golpe. O outro, porém, foge e entra em contato com um ex-parceiro, sendo que ambos decidem aplicar no criminoso um tremendo conto do vigário, que abalará tremendamente as finanças deste chefão mafioso. 

Um pouco depois da primeira parceria do Paul Newman e do Robert Redford (em Butch Cassidy) o diretor George Roy Hill escalou-os novamente na comédia inteligente Golpe de Mestre. Em quase todos os quesitos esse filme é melhor que o anterior da dupla, sem contar que há nele um nível de inteligência sem igual, fazendo-nos rir do que nós mesmos pensamos. A direção do George é magistral, criando um clima perfeito de suspense policial com uma boa pitada de comédia. Mas o destaque de todo o filme é o roteiro, um dos mais inteligentes que eu já vi em filmes de comédia. A história central pode ser de difícil compreensão logo de início, mas durante o decorrer do filme a coisa vai ficando mais clara. Ganhou o Oscar em 7 categorias, incluindo melhor filme e melhor direção.


Chinatown - Chinatown (Roman Polanski - 1974)

Los Angeles, 1937. J.J. Gittes (Jack Nicholson), um detetive particular, recebe a visita de uma mulher que deseja contratá-lo, pois acredita que seu marido, o engenheiro-chefe do Departamento de Águas e Energia, tem um caso. Porém, Gittes logo descobre que sua cliente na verdade era uma farsante. A verdadeira Evelyn Mulwray (Faye Dunaway), fatalmente o encontra. Quando seu marido aparece morto no reservatório de água da cidade, Gittes percebe a gravidade do caso. Seu envolvimento leva-o a ser atacado por gângsters e, após manter um romance com Evelyn, descobre que ela é filha de Noah Cross (John Huston), um dos homens mais poderosos da cidade. Gittes desconfia então que Cross, um rico proprietário que tem interesses ilícitos nas terras próximas ao reservatório, teve também uma relação incestuosa com a filha.

Chinatown é um dos filmes mais difíceis de serem resenhados em toda a história da sétima arte. Não por ser demasiadamente intrincado ou então incompreensível, mas sim por não nos permitir uma crítica sequer a seu conteúdo ou desenvolvimento. Esta obra-prima de Roman Polanski, tida até os dias de hoje como um dos grandes triunfos do cinema norte-americano, simplesmente não apresenta falha alguma durante todos os seus 130 minutos de duração. É denso, instigante, moralmente complexo e cheia de pequenos e soturnos detalhes que permeiam um dos textos mais bem lapidados já escritos para o cinema, que, além de remeter diretamente aos não menos espetaculares roteiros dos principais trabalhos do período auge do filme noir, nas décadas de 1940 e 1950, ainda acrescenta ao subgênero uma série de elementos inéditos, que fazem deste um trabalho particularmente singular.  


Os Imperdoáveis - Unforgiven (Clint Eastwood - 1992)

Bill Munny (Clint Eastwood), um pistoleiro aposentado, volta ativa quando lhe oferecem 1000 dólares para matar os homens que cortaram o rosto de uma prostituta. Para o serviço, ele vai contar com a ajuda de um ex-pistoleiro e seu amigo de longa data Ned Logan Morgan Freeman. Durante sua jornada eles irão se deparar com o xerife da cidade Little Bill Daggett (Gene Hackman), que outrora já foi um fora da lei, mas atualmente defende sua cidade tratando os forasteiros da maneira mais violenta possível.

Em Os Imperdoáveis, Clint Eastwood volta ao gênero que o consagrou de maneira extraordinária. Além de fazer um magnífico resgate dos westerns, ainda ganhou o Oscar de Melhor Direção. O filme faz também uma clara referência ao personagem que interpretou e imortalizou nos westerns dirigidos por Sergio Leone em sua trilogia dos dólares: o Homem sem Nome. Aqui ele faz uma espécie de redenção ao personagem, mais velho e arrependido dos erros do passado. As interpretações de Clint Eastwood, Gene Hackman e Richard Harris, como o pistoleiro English Bob, são simplesmente fantásticas. Filme sensacional.


Cassino - Casino (Martin Scorsese - 1995) 

Em 1983, Sam "Ace" Rothstein (Robert De Niro) sai de um restaurante e entra em seu carro, que explode quando ele o liga. Sam, em seguida, começa a narrar a história, em flashes ele volta ao inicio. Voltando dez anos, Sam, em seguida, um apostador de esportes para a máfia, é confiada pelos chefões da máfia em Chicago para administrar o Cassino Tangiers, que está sob seu controle por meio de representantes corruptos do fundo de pensão "Teamsters". Sam está relutante em gerir o Tangiers, devido a sua ficha criminal, o que o impediria de gerir o cassino ,mas devido as leis relaxadas que regem os cassinos ele pode pedir uma licença para dirigir o cassino ,e enquanto ela não é julgada , o que pode levar anos , ele fica dirigindo o cassino. Devido a perícia de Sam os lucros do cassino duplicam rapidamente, que eram fraudados para a máfia antes que os fiscais da Receita Federal Americana descobrissem algo. Impressionado com o trabalho de Sam, os patrões enviam o amigo de Sam, o segurança da máfia Nicholas "Nicky" Santoro (Joe Pesci), para proteger Sam e todo o negócio. Tudo vai bem até que Sam resolve se casar com a prostituta de luxo Ginger McKenna (Sharon Stone).

Embora o filme tenha sido duramente criticado por alguns, por conta de sua violência excessiva, obteve uma resposta positiva de boa parte da crítica.

Sharon Stone foi indicada ao Oscar de Melhor Atriz e ganhou um Globo de Ouro por Melhor Performance de uma Atriz em um Filme. Martin Scorsese também recebeu o Globo de Ouro de Melhor Diretor .


O Senhor dos Anéis: A Sociedade do Anel; As Duas Torres; O Retorno do Rei - The Lord of the Rings: The Fellowship of the Ring; The Two Towers; The Return of the King (Peter Jackson - 2001/2002/2003)

Embora dividido em 3 partes, entendo que o Senhor dos Anéis deve ser encarado como um filme só. Por conta disso, resolvi citá-lo em seu todo aqui no blog, o considerando, porém, como um só filme.

Ambientados no mundo ficcional na Terra Média, os três filmes seguem o jovem hobbit Frodo Baggins em sua missão de destruir o "Um Anel", assegurando assim também a destruição de seu criador, o Senhor das Trevas Sauron. Para auxiliá-lo em sua tarefa, forma-se uma sociedade, composta por representantes dos humanos, hobbits, elfos e anões, encarregados de sua segurança pelos estranhos caminhos que terá que seguir. No entanto, a sociedade quebra-se e Frodo continua sua jornada sozinho, apenas acompanhado por seu amigo fiel, Samwise Gamgee, e pelo traiçoeiro Gollum, um dos antigos possuidores do "Um Anel". Ao mesmo tempo, o mago Gandalf e o humano Aragorn, herdeiro exilado do trono de Gondor, unem-se e juntam o Povo Livre da Terra Média em uma guerra, finalmente vitoriosa, contra Sauron.

Curiosidades:

- Cerca de 1.828 km de filme foram utilizados durante as filmagens;

-  Ao todo, 1.800 pares de pés de hobbit foram usados pelo elenco principal durante os três filmes da série;

-  O Senhor dos Anéis' é a sexta maior franquia de todos os tempos, atrás apenas de 'Harry Potter', 'James Bond', 'Piratas do Caribe', ‘Star Wars’ e 'Shrek';

-  Christopher Lee, que interpreta o mago Saruman no longa, é o único membro do elenco que conheceu o autor da saga, J.R.R Tolkien, pessoalmente;

-  Ao todo, foram usados 2.730 efeitos especias na trilogia. Na versão estendida, são 3.420.

quinta-feira, 18 de abril de 2013

EUA, Novamente

Está feia a coisa para os americanos, principalmente para o Obama. Certamente essa não é uma das melhores semanas em sua história.

- Segunda-feira: um atentado terrorista durante a maratona de Boston matou 3 pessoas e feriu mais de 150;

- Terça-feira: um helicóptero militar que realizava um treinameno caiu perto da fronteira com a Coréia do Norte, bem em um momento onde as tensões estão à flor da pele na península coreana;

- Querta-feira: o congresso americano rejeita a proposta de Obama para maior controle na venda de armas.

Como se vê, a semana não está sendo das mais agradáveis para os americanos, principalmente para o mais importante (por enquanto) deles, o presidente.

Escrevi ontem sobre esse terrível e covarde atentado que foi realizado durante a maratona anual de Boston. Deixando de lado os aspectos inomináveis dessa agressão, coloquei que as autoridades americanas não haviam ainda usado o termo correto para se referir ao ato, que foi terrorista. Ontem, o ato já estava sendo classificado como terrorista. Especulei que ficaria mal para Obama ter um ataque terrorista em seu quintal, algo que não acontecia desde o 11 de setembro de 2001. Disse também que isso arranharia a imagem que Obama vinha construindo. Li, ontem, na Folha Online, um artigo que corrobora meu pensamento. Se tiverem paciência leiam aqui.

A jornalista que assina o artigo, escreveu ontem quase o mesmo que eu havia escrito anteontem, sobre as consequências políticas de um ato terrorista em solo americano justamente na gestão de Obama. Começa a ser visto como fraco e incapaz de defender seus cidadãos em seu próprio lar. A diferença é que ao contrário da jornalista, nunca, em momento algum achei que Obama fosse ou passasse uma imagem de durão. Muito pelo contrário, sempre me pareceu um molenga. Só não é mais molóide do que o plantador de amendoins Jimmy Carter, provavelmente o pior presidente que os EUA já tiveram.

Porém, como boa jornalista engajada e provavelmente de esquerda, a articulista não poderia deixar de dar uma de militante, comparando duas situações e momentos distintos, atacando o então presidente Bush, que, quando foi informado do ataque sofrido em Nova Iorque ficou com um "ar aparvalhado", segundo ela. O que ela esperava? Sem querer defender Bush, mas o que ocorreu naquela ocasião foi muito mais chocante. Qualquer pessoa minimamente normal ficaria com uma expressão de perplexidade. Ou não? Não foi mostrado em vídeo, mas qual terá sido a expressão facial de Obama quando ficou sabendo do atentado desta segunda? Deu risada? Deu de ombros? Ou será que também ficou chocado? No caso de Obama ele só apareceu depois para o pronunciamente oficial, falando grosso e dizendo que vai prender e arrebentar, etc. É bom que faça isso mesmo. E, se conseguir, não fez mais do que sua obrigação.

Gostaria de comentar também, a notíca de ontem, sobre a derrota do governo na questão do projeto do controle de armas. Em um pronunciamento, ao falar sobre o assunto, Obama mostrou que, na verdade é um líder de papelão e se igualou à seu colega, o falastrão e boquirroto ex-presidente brasileiro, Luis Inácio Nunca-sei-de-nada da Silva, que, quando que sofria alguma (rara) derrota no congresso ou não conseguia o que queria, ficava chorando pelos cantos e se sentindo injustiçado, pois não fizeram o que ele desejava. 

Obama provou que seria um perfeito presidente populista da pior espécie do terceiro mundo, já que, como não teve o que queria, classificou como " vergonhosa" a legítima rejeição do senado americano à proposta do controle de armas. Obama não tem do que reclamar, não. Faz parte do jogo democrático. Pode perder ou ganhar. Dessa vez perdeu. Como bom terceiro mundista autoritário que é, não aceitou a decisão dizendo que perdeu apenas o 1º round, mas que ainda vai tentar aprovar o projeto. 

A questão aqui é muito mais ampla do que um projeto de lei para a verificação dos antecedentes de todos que pretendem adquirir uma arma de fogo nos EUA. A idéia parece lógica e sensata e ninguém em sã consciência se oporia à uma checagem do gênero. O que ocorre é que a derrota foi boa. 

- Mas por que se você mesmo disse que a iniciativa é válida? Você me pergunta. 

Muito simples. Tanto nos EUA, como aqui no Brasil, existe um grande movimento desarmamentista, cujos objetivos, além do óbvio de desarmar a população civil honesta e trabalhadora, não são muito claros. A justificativa de se desarmar o cidadão para evitar crimes é ridícula e não se sustenta à 2 minutos de questionamentos. Aqui, a coisa foi imposta na marra, e, mesmo com a derrota no referendo do desarmamento, o governo, desrespeitando mais uma vez a vontade da maioria, tornou praticamente impossível a aquisição de arma de fogo pelo cidadão de bem.

Nos EUA existe a mesma pressão por parte dos tarados desarmamentistas, dos quais Obama claramente faz parte. São uns oportunistas baratos que pegam um caso de exceção, mas de grande comoção pública, como o atentado na escola em Connecticut. Usam politicamente uma tragédia para atingir seus objetivos. 

Aqui foi a mesma coisa. A diferença é que os EUA tem 300 milhões de armas e uma taxa de homicídios de 4,2 por 100 mil habitantes. Aqui não se sabe ao certo quantas armas registradas e legais existem. Alguns falam em 2 milhões e, mesmo assim, com uma legislação extremamente restritiva, o número de homicidios por grupo de 100 mil habitantes é de 27,4, praticamente 7 vezes mais alta.

Acontece que o povo americano tem muito mais consciência de seus direitos do que os brasileiros e não vão cair na primeira cascata que contarem para eles. O direito de adquirir e portar armas de fogo é cláusula constitucional (2ª Emenda). Caso fosse aprovado o projeto que, a princípio parece bom e legítimo, seria apenas o começo. É aquela história do dar a mão que o outro já quer o braço inteiro. A coisa não pararia. Sempre iriam querer mais. Mais restrições e dificuldades para se comprar armas. É sempre assim. Por isso, não dá para ceder a primeira vez. Pois certamente haverá a segunda, a terceira e assim por diante. Isso não se aplica apenas ao caso das armas não, mas a qualquer tentativa de subtração de direitos, sejam eles quais forem.  

Vamos ver se agora, depois desse atentado terrorista de segunda-feira, Obama vai propor o fim da venda dos materiais que foram utilizados na confecção das bombas, como panelas de pressão, pregos, parafusos, etc.

quarta-feira, 17 de abril de 2013

Atentado em Boston

Como todos já sabem, nesta segunda-feira que passou, os EUA foram novamente vítimas de um ataque contra pessoas inocentes. O ato, desta vez, foi perpetrado durante a maratona anual da cidade de Boston. O atentado ocorreu perto da linha de chegada da maratona com a detonação de bombas caseiras que mataram 3 pessoas, entre elas um menino de apenas 8 anos e deixaram 176 feridos. Até agora ninguém ou nenhum grupo assumiu a autoria.

A partir do fato descrito acima, começa a pipocar na imprensa uma série de notícias e especulações, algumas as mais estapafúrdias possíveis, sobre possíveis suspeitos e motivos. Dessas, é possível observar e chegar a algumas conclusões:

O presidente americano Barack Hussein Banana, quer dizer, Obama, apareceu esbravejando na TV e garantindo que os culpados serão caçados e punidos. 

Certo. Não fez mais que sua obrigação. Porém, ao mesmo tempo, disse que era para se ter calma, para que as pessoas não tirem conclusões precipitadas antes de se ter todos os fatos. OK. Parece uma atitude muito ponderada. O problema é que Obama não teve, ainda, a coragem de chamar a coisa pelo devido nome: terrorismo. Puro e simples. Um atentado contra pessoas inocentes, que provoca morte e pânico nada mais é do que um ato terrorista. Obama, larga mão de ser mole e admita que foi um ato terrorista. Por que será que Obama não declarou o ato como terrorista? Já volto a esse tópico.

Uma das inúmeras bobagens que li a respeito do ocorrido sugerem que tudo isso foi uma sabotagem interna, orquestrada por algum órgão de segurança americano, com o intuito de preparar um teatrinho para uma possível invasão à Coréia do Norte. Isso só pode ser uma piada. Se os EUA quisessem atacar ou invadir a Coréia do Norte, já teriam a desculpa na ponta de língua, pois a própria já os ameaçou com um ataque nuclear recentemente. Por muito menos do que isso, ou quase nada, os EUA, com a ajuda da França e Inglaterra atacaram a Líbia. E qual seria o interesse dos EUA em invadir a Coréia do Norte? Qual a grande riqueza ou matriz energética fundamental que eles possuem que possa atrair os "gananciosos americanos" para outra guerra?

Aqui no bananão, li outras especulações totalmente descabidas sobre os atentados. No UOL uma "reportagem" que sustenta que o atentado pode ter relação com o debate sobre o controle de armas nos EUA. É pura especulação ideológica. Para os jornalistas engajados e militantes brasileiros, um ato tão nojento e covarde só poderia ter sido cometido por um bando de "direitistas reacionários capitalistas exploradores conservadores imperialistas nazistas facistas homofóbicos racistas e machistas" que são quem defende o direito de alguém possuir uma arma e se defender.  A matéria citada  não apresenta qualquer prova, evidência que comprove ou embase essa tese.

No entanto, a matéria acaba nos dando uma pista importante sobre minha pergunta 2 parágrafos acima, sobre a relutância de Obama em reconhecer o atentado como um ato terrorista. Na reportagem citada lemos o seguinte:  "Os EUA não assistiam cenas como as de Boston, com corpos ensanguentados, membros soltos e expressões de atordoamento e dor, desde os atentados perpetrados pela Al Qaeda em 11 de setembro de 2001."

Entendo que aqui é que está o X da questão. Obama não quer reconhecer que houve um atentado terrorista em solo americano sob sua gestão. Politicamente isso é terrível para ele. Passa uma impressão de líder fraco e que não consegue manter seus cidadãos em segurança. E, pior que isso. Se, desde o 11 de setembro de 2001 não acontecia um atentado terrorista dentro dos EUA, isso quer dizer que a política de segurança de seu antecessor, o amaldiçoado George W. Bush um "republicano malvado", foi mais eficaz que a sua, um "democrata bonzinho que só quer o bem de todos". Isso pega muito mal para ele. Mas deu sorte. E muita. Se fosse em ano eleitoral, provavelmente não conseguiria a reeleição.
Em relação ao atentado em si. É um ato asqueroso praticado por covardes desprezíveis. Nada justifica tal ato, e independente de quem sejam os autores ou quais os motivos que os levaram a praticar, devem ser punidos com o máximo rigor que a lei permitir. 

Caso sejam capturados, podemos ter certeza de que pagarão caro por seus crimes. Se fosse aqui no Brasil, levariam anos para serem julgados, isso se fossem descobertos e localizados, e certamente, seriam condenados a uma pena desproporcional com o crime, tendo direito, mais tarde a alguns benefícios como progressão de regime, livramento condicional etc.

terça-feira, 16 de abril de 2013

Discoteca Básica de Rock Volume XV

Finalmente chego ao fim da minha série Discoteca Básica de Rock. Como disse quando a inciei, a idéia era apresentar 100 bons discos de rock que poderiam interessar a quem já gostasse ou tivesse interesse em rock'n roll de verdade. Evidentemente que tive que fazer diversas escolhas, o que deixou de fora vários discos e artistas, mas acho que já é um bom ponto de partida. Se tiver conseguido despertar o interesse ou abrir horizontes de apenas 1 pessoa, para mim já valeu.

A Discotca Básica de Rock em números:

5 discos por semana
20 semanas
100 discos
85 artistas diferentes
350 links para músicas

Deu um trabalhão. Com certeza não farei a parte 2.

Os últimos 5 discos são: 


Traffic - Mr. Fantasy (1967)

O Traffic é uma banda com sua história cheia de idas e vindas. Começou como um projeto comunitário de 4 amigos que, deveriam compor, morar e gravar juntos e em colaboração. Centrado na figura do compositor/vocalista/tecladita/guitarrista Steve Winwood (ex-Spencer Davis Group), a banda começou com altos e baixos logo em seu início, pois o guitarrista Dave Mason muitas vezes compunha sozinho, tomando para si o lugar de força criativa no grupo. Isso, obviamente, desagradou seus companheiros. A princípio Mason, depois de lançado o 1º disco, saiu da banda. Isso causou problemas para os membros restantes atuarem como um trio, os forçando a chamar Mason novamente para compor o grupo. Mason retornou e eles lançaram o disco chamado simplesmente de Traffic. Pouco depois de iniciar a turnê dos disco, Mason foi despedido pelos demais integrantes. Depois, foi a vez de Windwood deixar a banda para se juntar ao Blind Faith dos remanescentes do Cream Eric Clapton e Ginger Baker, ao mesmo tempo em que os outros membros do Traffic, Jim Capaldi e Chris Wood se uniram novamente à Mason e ao tecladista Wynder K. Frog, para retomar a banda. O Blind Faith só lançaria um álbum, fato esse que fez com que Steve Winwood lançasse carreira solo. Não demorou muito e ele chamou os ex-companheiros Jim Capaldi e Chris Wood para se juntar a ele e logo retomaram o Traffic, mais uma vez.

Mr. Fantasy é o 1º trabalho do Traffic e um disco fantástico. Foi lançado mais de uma vez em diferentes edições, pois, logo na 1ª foram deixadas de ledo as músicas compostas por Dave Mason que havia deixado o grupo. Nos EUA, a mudança foi tão drástica que o próprio nome do disco foi alterado para Heaven Is In Your Mind. Apenas em 2000 o selo Island lançou as gravações originais em mono, completas e com mais algumas bônus tracks, incluindo alguns singles de sucesso que haviam sido lançados anteriormente à Mr. Fantasy.


Alice Cooper - Love it to Death (1971)

Originalmente havia uma banda chamada Alice Cooper, liderada pelo vocalista Vincent Damon Furnier. Sob sua liderança, o Alice Cooper foi uma das primeiras bandas a adotar uma temática bem teatral, mesclando violência com o hard rock unicamente com o objetivo de chocar. Depois que o grupo se desmentelou, Furnier assumiu para si o nome Alice Cooper e se lançou em carreira solo. Na ativa até hoje, seus shows não tem mais tanto exagero e apelação como antes, mas ele ainda se mantém como o rei do rock chocante.

Love It To Death é um clássico do hard rock, tendo sido produzido pelo lendário Bob Ezrin. Com sua assistência, a disco chegou ao número 35 nas paradas e emplacou a 21ª posição com o hit I'm Eighteen. Além de I´m Eighteen, e de seu outro hit, Is It My Body, o disco é muito sólido e permite uma audição consistente do seu início ao fim.



Uriah Heep - Salisbury (1971)

Para quem não seba, o Uriah Heep foi uma das mais importantes e populares bandas de hard progressivo do início dos anos 70, mesclando muito bem elementos carcterísticos do progressivo com o peso típico do hard rock da época. O resultado é excelente. A banda tinha uma formação com músicos extremamente talentosos como David Byron e Mick Box, além do genial Ken Hensley. A banda começou a experimentar uma queda de popularidade em 75 e, quando Byron deixou a banda em 77, sua derrocada estava completa. Apesar disso, seus remanescentes tentarem deixar a banda viva, não parando de lançar discos durante os anos 80, 90 e 2000. Porém, hoje o Uriah Heep não é nem sombra do que já foi um dia.  

Salisbury é o 2º disco da banda e apesar da crítica preferir Demons and Wizards, prefiro Salisbury a qualquer momento. É um disco excelente, sendo bem perceptível as influências tanto do hard rock, como do rock progressivo. A diferença em relação a outras bandas que tinham as mesmas raízes é que o Uriah Heep conseguia fazer muito bem a transição e mescla entre os 2 estilos.

Músicas-chave: The ParkTime to LiveLady in Black.

Aerosmith - Aerosmith (1973)

O quinteto de Boston, liderado pelo cariamático vocalista Steven Tyler, foi um dos maiores sucessos dos anos 70. Apesar do enorme sucesso que a banda conseguiu durante os anos 70, a banda passou por vários problemas sérios como a saída de alguns membros originais importantes como o guitarrista Joe Perry e os abusos de drogas e álcool que também assombravam  os membros. Eles voltariam em grande estilo depois da regravação de Walk This Way, pelo grupo de hip hop Run-DMC, em 1986. A partir daí, a banda estava pronta para sua volta triunfal, emplacando vários sucessos desde então.
Seu disco Toys in the Attic, de 75 marcou a arrancada comercial e artística do Aerosmith, mas prefiro os anteriores, principalmente o 1º, chamado simplesmente Aerosmith. Na verdade não sou grande fã da banda, mas reconheço a importância e considero seu 1º disco muito bom e merecedor de toda atenção.

Músicas-chave: Make ItDream OnMama Kin.


Kiss - Dressed to Kill (1975)

Claramente inspirado na teatralidade de Alice Cooper, o Kiss dispensa comentários. São imediatamente reconhecidos por qualquer um em qualquer lugar. Foi uma das bandas de hard rock mais populares dos anos 70, principalmente entra os adolescentes. Para esses o visual era mais importante do que a música em si. Claro que o Kiss tinha também apelo musical, fazendo um rock simples, descomplicado e muito legal de se ouvir.

Dressed to Kill foi o 3º disco dos caras e corresponde à grande virada comercial da banda. Foi o disco de Rock and Roll All Nite, o maior hit do Kiss até hoje. Puxado pelo sucesso de Rock and Roll All Nite, o disco foi um enorme sucesso, chegando ao Top 40 doa charts americanos. A música C'Mon and Love Me fez grande sucesso em Detroit, dando ao Kiss, pela 1ª vez o gosto de ter um sucesso tocado em rádio. Dressed to Kill pavimentou o caminho para o que viria a seguir: o maior sucesso comercial da banda, Kiss Alive!